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Dólar fecha a R$ 5,07 e Bolsa brasileira registra alta após sequência de quedas

Economia

17 de outubro de 2026

Dólar fecha a R$ 5,07 e Bolsa brasileira registra alta após sequência de quedas

O dólar encerrou a sessão desta sexta-feira (16) em baixa de 0,30%, negociado a R$ 5,072, enquanto o Ibovespa avançou 0,54%, alcançando 205.430 pontos. A valorização da Bolsa interrompeu uma sequência de três pregões consecutivos de perdas, em um dia marcado pela influência de fatores econômicos internacionais e pelas expectativas em torno das eleições presidenciais no Brasil.

Durante as negociações, a moeda norte-americana apresentou oscilações e atingiu a mínima de R$ 5,067, com queda de 0,40%. O movimento refletiu, entre outros fatores, a perda de força do dólar nos mercados internacionais e o interesse de investidores em diversificar suas aplicações para além dos ativos dos Estados Unidos.

No Brasil, o cenário político ganhou espaço nas avaliações dos agentes financeiros. Levantamentos eleitorais recentes apontaram empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma possível disputa de segundo turno. A indefinição sobre o resultado eleitoral e os rumos da política econômica a partir de 2027 mantém os investidores atentos aos desdobramentos da corrida presidencial.

Outro dado acompanhado pelo mercado foi o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador utilizado como referência para avaliar o desempenho da economia brasileira antes da divulgação oficial do Produto Interno Bruto (PIB). Em agosto, o índice apresentou crescimento de 0,30%, sinalizando avanço da atividade econômica no período.

No mercado acionário, o Ibovespa chegou a registrar valorização de 0,96% ao longo do dia, mas perdeu parte dos ganhos antes do encerramento das negociações. Ainda assim, o resultado foi suficiente para interromper a sequência negativa observada nas três sessões anteriores.

Apesar da recuperação registrada no último pregão da semana, o balanço semanal continuou desfavorável para os principais indicadores do mercado brasileiro. No acumulado do período, o dólar subiu 1,75%, enquanto o Ibovespa recuou 1,74%.

No exterior, as atenções permaneceram voltadas às perspectivas para os juros norte-americanos. Dados recentes de inflação reforçaram as expectativas de que o Federal Reserve poderá manter uma postura mais rígida na condução da política monetária, fator que influencia as decisões de investimento em diferentes mercados.

As incertezas relacionadas ao desempenho de empresas de tecnologia e aos elevados investimentos em inteligência artificial também contribuíram para o ambiente de cautela entre os investidores internacionais.

Com as eleições brasileiras se aproximando no horizonte dos mercados, as expectativas políticas e econômicas devem continuar influenciando o comportamento do câmbio e da Bolsa, em conjunto com as decisões dos bancos centrais e os indicadores divulgados no Brasil e no exterior.

Foto:Divulgação