Irã apresenta proposta para reabrir Estreito de Ormuz em até sete dias
25 de setembro de 2026
O governo iraniano apresentou aos Estados Unidos uma proposta que prevê a retomada do tráfego pelo Estreito de Ormuz em um prazo de até sete dias, caso determinadas exigências sejam atendidas. A passagem marítima é considerada estratégica para o transporte internacional de petróleo e permanece no centro das tensões envolvendo o conflito no Oriente Médio.
A proposta foi apresentada pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, durante sua passagem por Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas. Segundo o chanceler, as condições foram transmitidas na terça-feira ao enviado americano Steve Witkoff.
De acordo com Araghchi, a reabertura da importante rota marítima dependeria de medidas destinadas a interromper as hostilidades e reduzir as restrições econômicas impostas ao país. O ministro afirmou que, uma vez cumpridas as exigências, o tráfego pelo estreito poderia ser restabelecido em sete dias, acompanhado do início de negociações.
A situação no Estreito de Ormuz se tornou ainda mais delicada desde o início da guerra. A região é uma das principais rotas utilizadas para o transporte de petróleo e derivados, o que faz com que qualquer interrupção tenha potencial para afetar o comércio internacional e os mercados de energia.
Entre as condições apresentadas pelo governo iraniano está a suspensão, durante sete dias, das ações militares em diferentes pontos do Oriente Médio, incluindo o Líbano. Teerã também exige a liberação de recursos financeiros iranianos mantidos no exterior, estimados em pelo menos US$ 12 bilhões.
Outra exigência envolve a retirada das sanções aplicadas ao setor petrolífero iraniano. O governo também pede o encerramento do bloqueio naval promovido pelos Estados Unidos contra o Irã.
A proposta surge em meio a esforços diplomáticos para estabelecer uma pausa nas hostilidades e criar condições para novas negociações. Até o momento, porém, não houve confirmação pública de um acordo entre os dois governos sobre os termos apresentados por Teerã.
Foto: Dean Conger