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Farsul defende prazo mínimo de 15 anos para pagamento de dívidas do campo

Agro

22 de maio de 2026

Farsul defende prazo mínimo de 15 anos para pagamento de dívidas do campo
Situação atual é decorrente de crises climáticas no Rio Grande do Sul
Foto : Elise Souza / Emater/RS - Ascar / Divulgação

A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) divulgou, nesta quinta-feira (21), uma carta com um conjunto de 12 pontos defendidos para a securitização da dívida rural, que em discussão no Senado, com o PL 5.122. Segundo a entidade, o estoque de dívidas estressadas no campo gaúcho atinge R$ 171 bilhões e pode dobrar em 12 meses.

Entre as exigências da Farsul, estão um teto de juros equivalente à taxa neutra do Banco Central (atualmente 8,5% ao ano), prazo mínimo de 15 anos para o pagamento e carência real antes da primeira parcela. Para a entidade, juros de dois dígitos inviabilizam a securitização sustentável, e prazos menores geram parcelas que comprometem o fluxo de caixa do produtor.
A Farsul defende ainda que a medida alcance dívidas fora do sistema financeiro, contraídas junto a cooperativas de grãos, revendas de insumos e cerealistas, e que inclua as chamadas operações “mata-mata”, em que produtores tomaram novo crédito para quitar dívidas anteriores. A data de corte para enquadramento, segundo a federação, deve ser fixada em, no mínimo, 30 de abril de 2026, alcançando inclusive as renegociações da MP 1.314, que somam mais de R$ 39 bilhões em recursos livres.

Crise climática

Sobre o financiamento da medida, a Farsul afirma não ter preferência por uma fonte específica, mas exige que ela tenha caráter estrutural. O Fundo Social do Pré-Sal é apontado como adequado para esse fim. “Anúncios superlativos com recursos que não se materializam não são política pública – são gestão de expectativas”, registra o documento.
O endividamento atual, segundo o texto, decorre de “crises climáticas sem precedentes” que atingiram o Rio Grande do Sul nos últimos anos, com sucessivos episódios de estiagem e enchentes. A entidade afirma seguir “aberta ao diálogo e à negociação”.

Fonte: Correio do Povo