Vôlei brasileiro passa a exigir teste genético para definir elegibilidade na categoria feminina
15 de agosto de 2026
A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou nesta sexta-feira (14) uma nova diretriz para as competições organizadas pela entidade. A partir da mudança, somente atletas do sexo biológico feminino poderão disputar a categoria feminina.
Segundo a CBV, a decisão busca alinhar as competições nacionais às regras adotadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB).
A verificação da elegibilidade será realizada por meio de testagem e triagem do gene SRY, normalmente identificável por exames como coleta de sangue ou esfregaço bucal.
De acordo com o presidente da CBV, Radamés Lattari, a mudança acompanha os parâmetros internacionais atualmente aplicados ao esporte.
“Com a mudança dos parâmetros internacionais e da responsabilidade institucional, a CBV buscou manter o alinhamento entre as regras que regem as competições nacionais com as hoje vigentes para as competições internacionais.”
A entidade afirma que a medida deixa os campeonatos brasileiros alinhados às competições internacionais.
Entre as atletas diretamente afetadas pela nova diretriz está Tiffany, mulher trans que atua pelo Osasco São Cristóvão Saúde, equipe paulista que disputa competições nacionais de voleibol.
A mudança passa a estabelecer um novo critério de elegibilidade para participação na categoria feminina dos torneios organizados pela CBV.