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Dormir pouco ou demais pode acelerar envelhecimento dos órgãos, aponta estudo

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18 de maio de 2026

Dormir pouco ou demais pode acelerar envelhecimento dos órgãos, aponta estudo
Foto: Pexels

Um estudo publicado na revista científica Nature aponta que tanto dormir pouco quanto dormir em excesso pode acelerar o envelhecimento de órgãos vitais do corpo humano. A pesquisa indica impactos no cérebro, coração, pulmões e sistema imunológico, aumentando os riscos de doenças associadas ao envelhecimento.

O trabalho foi conduzido pela Faculdade de Médicos e Cirurgiões Vagelos, da Universidade Columbia, e utilizou os chamados “relógios biológicos”, ferramentas que medem o ritmo de envelhecimento do organismo em comparação à idade cronológica da pessoa.

Segundo os pesquisadores, diferentes órgãos envelhecem em velocidades distintas, e o sono tem influência direta nesse processo. O estudo analisou dados de mais de meio milhão de pessoas no Reino Unido, cruzando informações sobre hábitos de sono, exames de imagem, proteínas específicas dos órgãos e moléculas presentes no sangue.

De acordo com os resultados, pessoas que dormem menos de seis horas por noite ou mais de oito horas apresentaram sinais de envelhecimento biológico acelerado. Já os participantes que relataram dormir entre 6,4 horas e 7,8 horas tiveram os melhores indicadores de envelhecimento saudável.

O líder da pesquisa, Junhao Wen, explica que estudos anteriores já apontavam uma ligação entre sono e envelhecimento, mas os novos resultados mostram que a relação afeta praticamente todos os sistemas do corpo.

“O sono é importante para manter a saúde dos órgãos dentro de uma rede coordenada entre cérebro e corpo, incluindo o equilíbrio metabólico e um sistema imunológico saudável”, afirmou o pesquisador.

A equipe utilizou inteligência artificial para desenvolver modelos capazes de identificar sinais de envelhecimento em 23 tipos de tecidos e 17 sistemas do organismo. O objetivo é criar ferramentas mais personalizadas para prever doenças e riscos à saúde.

Apesar dos resultados, os pesquisadores ressaltam que a duração do sono, isoladamente, não determina o envelhecimento acelerado. O estudo sugere que tanto a falta quanto o excesso de sono podem funcionar como sinais de uma condição geral de saúde mais fragilizada.

Os cientistas também destacam que a relação entre sono e envelhecimento reforça a conexão entre cérebro e corpo. Segundo Wen, o padrão observado mostra que o sono faz parte de processos fisiológicos amplos, com efeitos em praticamente todo o organismo.