Zucco defende fortalecimento da articulação em Brasília e fala sobre prioridades para o Agro em agenda com a Farsul
28 de abril de 2026
A participação do pré-candidato ao governo do Estado, Luciano Zucco (PL), na série de encontros promovida pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), na tarde desta segunda-feira (27/4), reforçou um diagnóstico recorrente entre lideranças do setor produtivo: o Rio Grande do Sul perdeu força política em Brasília e precisa retomar sua capacidade de articulação para avançar em pautas estruturantes.
Ao lado da pré-candidata a vice-governadora, Silvana Covatti (Progressistas), e da ex-senadora Ana Amélia (Progressistas), Zucco destacou que grande parte das demandas do Estado, especialmente em infraestrutura, securitização, acesso ao crédito e apoio ao agro, depende diretamente de uma atuação coordenada junto ao governo federal e ao Congresso Nacional.
Zucco destacou o fortalecimento da ponte entre o Rio Grande do Sul e Brasília como um dos pilares do projeto de governo. Segundo ele, hoje há uma desconexão e uma falta de articulação política que impedem o avanço de obras e políticas fundamentais. “Precisamos ter uma ligação efetiva entre o Estado e Brasília. O atual governo não tem reunido a bancada federal gaúcha. Sem articulação, não vamos duplicar a BR-290, nem recuperar rodovias ou avançar nas principais demandas que estamos ouvindo no interior no programa Força Gaúcha, voltado à construção do nosso plano de governo”, afirmou.
Zucco apontou outras prioridades que também dependem de articulação nacional, como a retomada da malha ferroviária, que caiu de mais de 3 mil quilômetros para menos de 900 no estado, a renegociação da dívida do Rio Grande do Sul com a União, hoje superior a R$ 100 bilhões, e a própria securitização das dívidas dos agricultores. Zucco frisou que todas essas demandas constam em documento que foi entregue por ele ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), durante recente visita de Flávio a Porto Alegre.
Demandas do setor produtivo
Zucco ainda mencionou outras questões importantes do setor produtivo a serem tratadas num eventual governo, entre elas a criação de uma política permanente de irrigação, a desburocratização dos processos de licenciamentos ambientais e o fortalecimento da logística, incluindo conectividade e energia. Também apontou como prioridade o desenvolvimento de capital humano, diante da falta de mão de obra qualificada, apontada como uma dificuldade por 85% da indústria em pesquisa da FIERGS, além da necessidade de qualificar o ensino e melhorar o ambiente de negócios no Estado.
Segundo Zucco, todas essas ações devem ser construídas de forma conjunta, com participação ativa das entidades e setores produtivos. “Outro compromisso que estará no nosso plano de governo é formar um secretariado por critérios de eficiência, capacidade técnica e preparo, e não por indicações partidárias. Isso estará, inclusive, no nosso plano de governo”, acrescentou.
Histórico de defesa na Câmara
Zucco também citou iniciativas já conduzidas por ele enquanto deputado federal, como a aprovação do projeto da securitização das dívidas rurais na Câmara, a atuação contra o leilão para importação de arroz e a presidência da CPI do MST. Lideranças do setor presentes ao encontro, como Luís Fernando Cavalheiro Pires, lembraram que Zucco “foi o primeiro a apresentar projeto para a renegociação das dívidas dos produtores depois das enchentes de 2024 e nunca disse um não para os produtores”, pontuou.


Fonte: Divulgação