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Gestão privada deve alcançar quase metade das rodovias federais até 2030

Brasil

16 de outubro de 2026

Gestão privada deve alcançar quase metade das rodovias federais até 2030

O governo federal projeta que 49,5% das rodovias federais pavimentadas estejam sob administração da iniciativa privada até 2030. A meta faz parte da ampliação do Programa de Concessões de Rodovias Federais (Procrofe), que transferiu 12.198 quilômetros de estradas para a gestão privada nos últimos quatro anos.

O avanço das concessões tem sido expressivo na última década. Em 2014, apenas 7,7% da malha rodoviária federal estava sob responsabilidade de empresas privadas. Em 2024, essa participação havia subido para 24%. Atualmente, o índice está em torno de 31%, e a expectativa do Ministério dos Transportes é ampliar essa proporção nos próximos anos.

A previsão é que, até o encerramento de 2026, o percentual se aproxime de 32%, consolidando a participação do setor privado na administração das estradas da União. A estratégia busca ampliar a capacidade de investimento, melhorar a infraestrutura e acelerar a execução de obras nas rodovias brasileiras.

Entre 2023 e 2029, os investimentos privados previstos para as rodovias federais somam R$ 218 bilhões. O volume supera em aproximadamente 69% os R$ 129 bilhões aplicados pela iniciativa privada no setor entre 1993 e 2022. A comparação evidencia a dimensão dos recursos esperados para os contratos de concessão mais recentes.

Os valores projetados consideram os investimentos já previstos nos contratos vigentes até 2029 e não incluem eventuais aportes decorrentes de novos projetos em estudo. Em 2025, os investimentos privados em rodovias já haviam superado os recursos públicos destinados ao segmento, indicando uma participação crescente das concessionárias no desenvolvimento da infraestrutura rodoviária.

Além das rodovias, o planejamento federal contempla projetos ferroviários. A carteira de concessões e investimentos prevista para 2027 reúne aproximadamente R$ 102,68 bilhões. Para o período, estão programados 11 leilões, sendo nove relacionados a novos estudos de concessão e dois voltados à otimização de contratos existentes.

A ampliação das concessões representa uma das principais apostas do governo para modernizar a infraestrutura de transportes, ampliar a capacidade logística e atrair recursos privados para obras e melhorias na malha rodoviária e ferroviária do país.

Foto: Divulgação