Rio Grande do Sul cria central para integrar dados e auxiliar na identificação de pessoas desaparecidas
15 de outubro de 2026
O governo do Rio Grande do Sul criou, na terça-feira (13), a Central de Integração e Gestão de Informações sobre Desaparecidos (Cigid), iniciativa coordenada pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP). A medida busca aprimorar o compartilhamento de informações periciais e fortalecer os procedimentos utilizados na identificação de pessoas desaparecidas.
A nova estrutura pretende reunir, organizar e sistematizar dados que atualmente estão distribuídos entre diferentes setores da perícia oficial. A partir desse trabalho, será possível identificar informações pendentes, definir prioridades e ampliar a colaboração entre as equipes técnicas responsáveis pelos processos de identificação humana.
A implantação da central também está relacionada às ações da Rede PCI Conecta, que promove a integração entre os órgãos de Polícia Científica do país. A proposta é melhorar a circulação de informações e tornar mais eficientes os procedimentos de investigação e identificação de pessoas cujo paradeiro é desconhecido.
Neste primeiro momento, o trabalho no Rio Grande do Sul será concentrado no levantamento dos registros periciais já disponíveis. A análise desse material deverá ajudar a localizar possíveis conexões entre informações existentes, contribuindo para esclarecer casos que ainda não tiveram uma solução.
A iniciativa tem como um de seus principais objetivos ampliar as possibilidades de identificação e oferecer respostas às famílias que convivem com o desaparecimento de parentes. A integração dos dados poderá facilitar o cruzamento de informações relevantes e auxiliar os profissionais envolvidos na busca por esclarecimentos.
A criação da Cigid também está fundamentada na Lei Federal nº 13.812/2019, que instituiu a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas e estabeleceu o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas. A legislação prevê a articulação de ações entre diferentes órgãos para fortalecer a localização e a identificação de pessoas desaparecidas.
Outro instrumento que orienta a iniciativa é a normativa nº 004/2026 do Conselho Nacional dos Dirigentes de Polícia Científica. A regulamentação estabelece diretrizes para a criação e o funcionamento de centrais de integração e gestão de informações sobre desaparecidos nas instituições de Polícia Científica dos estados e do Distrito Federal.
A Rede PCI Conecta reúne iniciativas voltadas à modernização da gestão de informações periciais e ao aperfeiçoamento dos métodos de identificação humana. A atuação conjunta busca padronizar procedimentos, aprimorar os fluxos de trabalho e ampliar a cooperação entre as instituições brasileiras.
Com a criação da central, o Rio Grande do Sul avança na organização dos dados relacionados a pessoas desaparecidas, buscando tornar o trabalho pericial mais integrado e aumentar as possibilidades de identificação de pessoas e esclarecimento de casos ainda em aberto.
Foto: Divulgação