Benefícios da atividade física no controle e na prevenção do câncer
15 de outubro de 2026
A atividade física é uma importante aliada na prevenção e no controle do câncer. Os benefícios vão além do controle do peso. Ela ajuda a regular hormônios, reduzir processos inflamatórios, melhorar a ação da insulina e fortalecer diferentes funções do organismo. No caso do câncer de mama, o excesso de gordura corporal pode aumentar a produção de estrogênio, especialmente após a menopausa, e favorecer condições relacionadas ao desenvolvimento de determinados tumores.
As evidências mostram que a prática regular de atividade física está associada à redução do risco de câncer de mama, intestino e endométrio, entre outros tipos. Isso não significa que uma pessoa ativa nunca terá câncer, pois a doença possui diversas causas e fatores de risco, alguns deles não modificáveis. Significa que manter-se ativo é uma das medidas que podem reduzir o risco, ao lado de uma alimentação adequada, da manutenção do peso saudável, da limitação do consumo de álcool, do não uso de tabaco e da realização dos exames preventivos recomendados.
Para obter benefícios, não é necessário começar com atividades complexas. Caminhar, pedalar, dançar, praticar musculação ou algum esporte regularmente são alternativas. O mais importante é escolher uma atividade prazerosa, aumentar o movimento gradualmente e transformá-lo em parte da rotina.
Durante o tratamento oncológico, o exercício pode ser um grande aliado, pois contribui para reduzir a fadiga, preservar a força muscular e favorecer o bem-estar. Alguns medicamentos utilizados na hormonioterapia, por exemplo, podem causar dores e rigidez nas articulações. Atividades adequadamente orientadas ajudam a controlar esses sintomas, preservar a mobilidade, melhorar a disposição e o estado psicossocial.
A recomendação precisa, contudo, ser individualizada. É importante que o treino seja adequado ao tipo e ao estágio do câncer, à modalidade de tratamento e ao condicionamento físico. O profissional deve estar atento a tudo o que diz respeito ao aluno. Condições como presença de anemia, alterações ósseas, risco de infecção, neuropatia e outras condições clínicas devem ser consideradas.
O ideal é que as pessoas em tratamento conversem com a equipe de oncologia e, sempre que possível, contem com a orientação de um profissional de educação física capacitado.
Mais do que buscar desempenho, o objetivo é manter o corpo ativo com regularidade, segurança e prazer. Cada passo conta — e começar com poucos minutos por dia já pode ser o início de uma mudança duradoura.
Por Angêla Alberton

Angela Alberton Angela Raquel Alberton é graduada em Educação Física pela Universidade de Passo Fundo (UPF), com especialização em Fisiologia do Exercício pela Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro. Atua como personal trainer e professora de Pilates e treinamento esportivo. É proprietária da i9 Academia.
Acompanhe a colunista: @angealberton @i9academianmt