Cirurgias de catarata pelo SUS crescem quase 75% em quatro anos no Rio Grande do Sul
12 de outubro de 2026
O número de cirurgias de catarata realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Sul apresentou um aumento expressivo nos últimos anos. Em 2021, foram registrados 25.414 procedimentos no estado. Já em 2025, o total chegou a 44.305, representando uma elevação de aproximadamente 74,3% no período.
A expansão dos atendimentos é resultado do fortalecimento da assistência oftalmológica, com ações desenvolvidas pelo governo estadual em conjunto com os municípios para ampliar o acesso da população aos serviços especializados. Atualmente, o Rio Grande do Sul dispõe de 60 serviços habilitados para atender pacientes com problemas de visão e realizar procedimentos cirúrgicos para o tratamento da catarata.
Entre as técnicas utilizadas está a facoemulsificação com implante de lente intraocular, procedimento que permite substituir o cristalino comprometido pela doença por uma lente artificial, possibilitando a recuperação da capacidade visual.
O aumento da oferta de cirurgias representa um avanço importante para a saúde pública, especialmente diante do envelhecimento da população. A melhora da visão pode proporcionar mais independência nas atividades cotidianas, facilitar a locomoção, diminuir o risco de quedas e acidentes e favorecer a participação social, principalmente entre os idosos.
A catarata é uma doença caracterizada pela perda progressiva da transparência do cristalino, estrutura natural do olho responsável por ajudar na focalização das imagens. Com o avanço do problema, a visão pode ficar embaçada, prejudicando atividades como ler, dirigir, reconhecer rostos e caminhar com segurança.
Embora possa atingir pessoas de diferentes idades, a enfermidade está fortemente associada ao envelhecimento. O aumento da expectativa de vida, portanto, amplia a necessidade de serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças oculares.
Uma das principais características da catarata é a possibilidade de recuperação visual por meio de cirurgia. Diferentemente de algumas doenças que provocam danos permanentes às estruturas dos olhos, a catarata pode ser tratada com a retirada do cristalino opaco e a colocação de uma lente intraocular. Por isso, está entre as causas de perda de visão que podem ser revertidas com tratamento adequado.
Estimativas do Conselho Brasileiro de Oftalmologia apontam que a catarata relacionada à idade atinge aproximadamente 47,1% das pessoas entre 65 e 74 anos. Entre indivíduos com mais de 75 anos, a proporção chega a 73,3%. A doença também pode surgir antes dos 65 anos, faixa etária na qual a prevalência estimada é de 17,6%.
Considerando esses índices, estima-se que cerca de 500 mil gaúchos com mais de 65 anos convivam com a catarata. O cenário reforça a importância de ampliar o acesso aos exames oftalmológicos e aos procedimentos cirúrgicos pelo SUS, permitindo que mais pessoas recebam o diagnóstico e o tratamento necessários.
A continuidade dos investimentos na rede pública de saúde ocular é fundamental para reduzir as filas de espera, prevenir limitações causadas pela perda visual e garantir melhores condições de vida à população gaúcha.
Foto: Divulgação