Lula e Flávio Bolsonaro intensificam busca por votos antes do primeiro turno
30 de setembro de 2026
Na última semana antes do primeiro turno das eleições presidenciais, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) passaram a buscar uma aproximação maior com eleitores que não fazem parte de seus grupos políticos mais tradicionais.
Durante o horário eleitoral exibido na terça-feira (29), os dois candidatos apresentaram mensagens voltadas a um público mais amplo, em uma tentativa de conquistar votos ainda não definidos.
A campanha de Lula procurou reforçar a ideia de que o eleitor não precisa se identificar com o PT ou com os símbolos associados ao partido para apoiar sua candidatura. A propaganda também apresentou o presidente como uma alternativa para quem considera a continuidade de medidas defendidas durante a campanha.
Entre os temas apresentados pelo programa eleitoral estiveram o fim da jornada de trabalho na escala 6×1 sem redução salarial, mudanças na tributação de produtos da cesta básica e a expansão do programa Pé-de-Meia. A campanha também mencionou medidas envolvendo apostas esportivas e fez críticas à administração anterior.
Já a campanha de Flávio Bolsonaro adotou uma abordagem semelhante ao tentar dialogar com pessoas que não se identificam diretamente com o bolsonarismo. A propaganda destacou que o voto no candidato não dependeria de uma identificação pessoal com ele e associou a candidatura a temas como defesa da família, segurança e mudanças no país.
A segurança pública recebeu espaço de destaque no programa de Flávio. A campanha abordou a criminalidade e a atuação de organizações criminosas e apresentou relatos de eleitores que afirmaram ter votado em Lula anteriormente e que agora pretendem apoiar o candidato do PL.
Entre as propostas divulgadas estão o programa Brasil Sem Medo, a classificação de facções criminosas como organizações narcoterroristas, o aumento das penas para crimes como roubo de celulares e a redução da maioridade penal. Algumas dessas medidas dependeriam de mudanças na legislação e, portanto, de aprovação do Congresso Nacional.
O movimento das duas campanhas ocorre em um momento de intensificação da disputa pelo eleitorado.
Foto: Divulgação