Estados Unidos encerram presença militar no Iraque após mais de duas décadas
30 de setembro de 2026
Os Estados Unidos finalizaram nesta quarta-feira (30) a retirada das últimas tropas que mantinham no Iraque, encerrando uma presença militar que se estendeu por mais de 20 anos.
A atuação americana no país começou em 2003, durante a invasão que resultou na queda de Saddam Hussein. O período seguinte foi marcado por conflitos, insurgências e confrontos sectários. Em 2011, os EUA retiraram seus militares, mas voltaram ao território iraquiano três anos depois, desta vez para auxiliar no combate ao Estado Islâmico (EI).
A retirada atual foi estabelecida a partir de um entendimento firmado entre Washington e Bagdá em 2024. O acordo prevê o encerramento da participação dos Estados Unidos na Operação Resolução Inerente, missão da coalizão internacional criada para combater o grupo extremista.
Mesmo com o fim da presença militar, a relação entre os dois países deve continuar em outras áreas. Analistas avaliam que a saída dos soldados não representa necessariamente o encerramento da influência americana no Iraque.
O contingente dos Estados Unidos chegou ao maior nível durante a guerra, em 2007, quando mais de 170 mil militares estavam no país. Em dezembro de 2023, esse número já havia sido reduzido para aproximadamente 2,4 mil integrantes, de acordo com dados do Comando Central dos EUA.
Na etapa final da retirada, os militares americanos permaneceram concentrados principalmente na região autônoma do Curdistão, no norte do Iraque. Com a conclusão do processo, também chega ao fim essa presença militar direta mantida no país.
Foto: U.S. Marine Corps