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Voto nas eleições de 2026 poderá ser usado como prova de vida do INSS

Eleições, Política

18 de setembro de 2026

Voto nas eleições de 2026 poderá ser usado como prova de vida do INSS

O comparecimento às urnas nas eleições de 2026 poderá ser utilizado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para comprovar que aposentados e pensionistas continuam vivos e, assim, manter os dados cadastrais atualizados. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (17) pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.

De acordo com o ministro, a utilização do voto como mecanismo de validação da prova de vida já está prevista em uma portaria publicada pelo INSS em 2022. A norma estabeleceu diferentes formas de comprovação, incluindo a participação nas eleições e o registro de vacinação.

A regra foi instituída pela Portaria nº 1.408, publicada em fevereiro de 2022, durante a gestão de José Carlos Oliveira à frente do INSS. Desde então, o instituto passou a utilizar informações disponíveis em bases de dados públicas e privadas para verificar a situação dos beneficiários.

Nas eleições de 2024, por exemplo, o comparecimento às urnas foi considerado para a atualização cadastral dos eleitores. Em 2026, o primeiro turno está marcado para 4 de outubro, enquanto o segundo turno, onde houver necessidade, ocorrerá em 25 de outubro. Mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a participar do processo eleitoral.

Como funciona a prova de vida

Antes da mudança nas regras, aposentados e pensionistas precisavam realizar periodicamente a prova de vida diretamente nas instituições bancárias responsáveis pelo pagamento dos benefícios.

Com o novo modelo, o INSS passou a fazer o cruzamento automático de informações para identificar movimentações recentes dos beneficiários. Dessa forma, quem utiliza regularmente serviços públicos ou outros procedimentos que geram registros oficiais pode ter a prova de vida reconhecida sem precisar realizar uma ação específica para isso.

Entre as situações que podem ser utilizadas para comprovar a vida do beneficiário estão:

  • acesso ao aplicativo Meu INSS com selo de nível ouro;
  • contratação de empréstimo consignado mediante biometria;
  • atualização de dados no Cadastro Único (CadÚnico);
  • participação nas eleições;
  • recebimento de benefício com reconhecimento biométrico;
  • atendimento presencial em unidades do INSS;
  • realização de perícia médica;
  • atendimento na rede pública ou conveniada de saúde;
  • vacinação;
  • cadastro ou atualização de informações em órgãos de trânsito ou de segurança pública;
  • emissão ou renovação de documentos oficiais que exijam presença física ou identificação biométrica;
  • entrega da declaração do Imposto de Renda.

Beneficiário pode ser chamado pelo INSS

Quando não são identificadas movimentações suficientes para confirmar a prova de vida, o beneficiário pode ser comunicado pelo INSS para regularizar a situação. Segundo as informações divulgadas, o contato pode ocorrer por meio do WhatsApp, com prazo de 30 dias para que a pendência seja resolvida.

Em outubro do ano passado, aproximadamente 4 milhões de beneficiários foram acionados pelo instituto nesse procedimento.

Mesmo quando há necessidade de regularização, existem alternativas digitais. Uma delas é realizar o procedimento pelo aplicativo Meu INSS. Também é possível, quando necessário, comparecer presencialmente à agência responsável pelo pagamento do benefício, levando um documento oficial com fotografia.