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Lavoura de trigo evolui de forma satisfatória no Rio Grande do Sul

Agronegócio

07 de setembro de 2026

Lavoura de trigo evolui de forma satisfatória no Rio Grande do Sul
A área projetada para a safra 2026 é de 814.220 hectares
Foto: José Schafer/Ascom Emater/RS-Ascar

As lavouras de trigo apresentam evolução diferenciada no Rio Grande do Sul, com predominância de áreas em final de desenvolvimento vegetativo, elongação do colmo e emborrachamento, as quais totalizam 50%. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar, as parcelas mais adiantadas estão em floração (33%), formação e enchimento de grãos (16%) e em maturação (1%). A área projetada para a safra 2026 é de 814.220 hectares, e a produtividade média é estimada em 2.701 kg/ha.

O período com menor precipitação e maior disponibilidade de radiação solar permitiu a retomada das operações de adubação nitrogenada e dos tratamentos fitossanitários, em especial nas áreas com restrições de acesso em razão da elevada umidade dos solos. Entretanto, a sequência de dias nublados e chuvosos, registrada em semanas anteriores, favoreceu a evolução de doenças fúngicas, como manchas foliares, ferrugens e oídio, além de aumento da incidência de giberela nas lavouras em fase reprodutiva.

Na região de Santa Rosa, 27% das lavouras de trigo estão em desenvolvimento vegetativo, 45% em floração, 25% em enchimento de grãos e 3% maduras. A última semana apresentou evolução satisfatória, favorecida por tempo seco e aumento de radiação solar e da luminosidade diária. Contudo, referente ao cenário fitossanitário, ainda há incidência de oídio, ferrugens e manchas foliares. As geadas do início do período foram, em geral, de baixa intensidade e não deverão causar impactos relevantes.

Já a canola se encontra em fase reprodutiva (floração, formação de síliquas e enchimento de grãos), com evolução diferenciada entre as regiões, sendo mais adiantadas no Noroeste do Estado, onde algumas lavouras foram colhidas. O aumento da luminosidade e das temperaturas favorecem o avanço do ciclo e, nas áreas mais adiantadas, a formação e o enchimento das síliquas.

Com relação as lavouras apresentam desenvolvimento fenológico variável, avançando para a fase de enchimento de grãos. A colheita já foi iniciada nas áreas mais adiantadas. De modo geral, as condições das lavouras estão satisfatórias, embora sejam observadas diferenças quanto ao potencial produtivo e às condições fitossanitárias.

Já a cevada avança da fase vegetativa para os estágios reprodutivos (elongação do colmo, espigamento, florescimento e enchimento de grãos). As condições climáticas permitiram a retomada das operações de manejo fitossanitário, embora as chuvas tenham mantido elevado o risco de doenças fúngicas entre a fase de espigamento e a reprodutiva.

Fonte: O Sul