Cripta Imperial com restos mortais de D. Pedro I será reaberta em São Paulo
06 de setembro de 2026
A Cripta Imperial, onde estão os restos mortais de D. Pedro I, da Imperatriz Leopoldina e de Dona Amélia, será reaberta nesta segunda-feira (7), em São Paulo. O espaço passou por um processo de revitalização e melhorias na infraestrutura, com investimento total de R$ 5,3 milhões.
Localizada no subsolo do Monumento à Independência, no Parque da Independência, a cripta estava fechada desde 2022. A cerimônia de reabertura está marcada para as 14h30, seguida de uma apresentação do Ensemble FTM, grupo musical da Fundação Theatro Municipal de São Paulo, às 15h. A programação inclui ainda visitação guiada até as 17h.
Com a reabertura, será inaugurada a exposição “Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial”, com curadoria de Marly Rodrigues. A mostra apresenta o contexto de criação do Monumento e da Cripta e aborda a importância dos espaços na valorização de acontecimentos históricos do Brasil.
Entre as melhorias realizadas estão a implantação de novos banheiros, adequações de acessibilidade, instalação de um novo sistema de climatização e melhorias no espaço expositivo. Também foram executados trabalhos de conservação do bronze junto aos sarcófagos, fechamento do teto com mármore amarelo e outros reparos.
Durante os cerca de três anos e nove meses de obras, os restos mortais permaneceram em seus locais originais.
História dos integrantes da família imperial
A Cripta Imperial abriga os restos mortais de três integrantes da família imperial brasileira: D. Pedro I, sua primeira esposa, a Imperatriz Maria Leopoldina, e sua segunda esposa, a Imperatriz Dona Amélia.
Leopoldina foi sepultada inicialmente no Rio de Janeiro e posteriormente transferida para a cripta, com a construção do espaço para as celebrações do IV Centenário de São Paulo.
D. Pedro I, por sua vez, tinha o coração preservado na cidade do Porto e o corpo no Panteão dos Braganças, em Lisboa. Em 1972, durante as comemorações do Sesquicentenário da Independência, os restos mortais foram trazidos de Portugal para o Brasil e, após passarem por diferentes capitais, chegaram à Cripta Imperial.
Dona Amélia permaneceu no Panteão dos Braganças até 1982, quando seus restos mortais foram transferidos para São Paulo e colocados ao lado dos demais integrantes da família. Em 2012, uma exumação constatou que o corpo da imperatriz estava excepcionalmente preservado, encontrando-se mumificado.
Monumento à Independência
O Monumento à Independência foi inaugurado em 1922, durante as comemorações do centenário da Independência do Brasil. A Cripta Imperial foi inaugurada posteriormente, em 7 de setembro de 1952, como parte das celebrações do IV Centenário de São Paulo.
A história do complexo, porém, começou antes. Com a aproximação do centenário da Independência, também foi construída a sede do Museu do Ipiranga, primeira grande construção erguida no local em homenagem ao episódio histórico. O prédio foi inaugurado em 7 de setembro de 1922, ainda incompleto, e as obras foram concluídas em 1926.
A Cripta Imperial e a Casa do Grito integram atualmente o Museu da Cidade de São Paulo. Os espaços podem ser visitados de terça a domingo, das 9h às 17h.