Liderança feminina rural ganha destaque e amplia articulação em Brasília
20 de agosto de 2026
A voz feminina no campo ganhou ainda mais força e visibilidade no cenário nacional na última semana. Em Brasília, o 3º Fórum de Liderança Feminina Sindical Rural, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), reuniu lideranças de todo o país no dia 12 de agosto, para discutir temas relevantes para o fortalecimento da liderança feminina e do agro brasileiro.
O Rio Grande do Sul esteve representado por uma comitiva de 21 mulheres, organizada pela Comissão Estadual das Mulheres do Agro da Farsul e formada por representantes de todas as regionais do Estado. Entre elas estiveram a presidente do Sindicato Rural, Teodora Lütkemeyer, que atualmente coordena a Comissão Estadual e atua como vice-presidente da Federação, e a vice-presidente do Sindicato Rural, Michele Birck.
A programação contou com palestras, debates e mesas-redondas que abordaram o cenário político brasileiro, as perspectivas econômicas e o papel da liderança feminina na transformação das famílias, comunidades, instituições e do próprio setor rural.
Na abertura, participaram importantes nomes do setor, entre eles o presidente da CNA, João Martins; a presidente da Comissão Nacional das Mulheres do Agro, Stéphanie Gobato; a representante da FAO no Equador, Gherda Barreto; a senadora Tereza Cristina; o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Sul (Farsul), Domingos Velho Lopes; além de diretores do Sistema CNA/Senar.
Mulheres que fortalecem o sindicalismo rural
O Fórum representa um importante espaço de aprendizado, conexão e construção conjunta entre mulheres que atuam em diferentes regiões do país. Para Teodora, a iniciativa estimula a troca de experiências e amplia a participação feminina nas entidades representativas do setor rural.
“Este Fórum contribui para fortalecer a liderança feminina e, consequentemente, o próprio sistema sindical rural. Quando as mulheres se conectam, compartilham experiências e se colocam à disposição, conseguem movimentar pautas importantes e contribuir para avanços significativos no agro. Estamos muito satisfeitas com tudo o que vivenciamos aqui e, principalmente, com a repercussão do trabalho que a Comissão Estadual e as comissões dos sindicatos vêm desenvolvendo no Rio Grande do Sul”, salientou Teodora.
A participação expressiva das gaúchas em Brasília reforça o alinhamento do Estado com o movimento nacional liderado pela CNA. Neste ano, declarado pela FAO como o “Ano Internacional da Mulher Agricultora”, a pauta ganha ainda mais relevância ao destacar a contribuição feminina para a segurança alimentar, a sustentabilidade e o desenvolvimento econômico do país.

Articulação política
As atividades da comitiva gaúcha começaram ainda na terça-feira (11), com uma agenda que incluiu visitas institucionais e movimentou os gabinetes da capital federal.
Entre os assuntos tratados esteve a renegociação das dívidas dos produtores rurais, além da apresentação do trabalho desenvolvido pela Comissão Estadual das Mulheres do Agro e da atuação das lideranças femininas dentro do sistema sindical rural.
“Estivemos junto ao Congresso Nacional, visitando o Senado Federal e gabinetes de senadores, como o senador Luis Carlos Heinze, além da Câmara dos Deputados, onde tivemos conexões importantes com os deputados gaúchos presentes. Foram visitas extremamente valiosas pela receptividade e pela divulgação que conseguimos fazer junto a esses parlamentares”, destacou Teodora.
Diálogo pela educação
Aproveitando a passagem por Brasília, as representantes do Sindicato Rural, Teodora Lütkemeyer e Michele Birck, também participaram de agendas institucionais relacionadas à Associação De Olho no Material Escolar, da qual fazem parte da diretoria. Teodora atua como diretora institucional da entidade, enquanto Michele é diretora de comunicação. O objetivo das reuniões e atividades foi levar a pauta da educação a espaços de discussão e articulação institucional, ampliando o diálogo em torno de ações que contribuem para a formação das próximas gerações e para o futuro do país.

Fonte: Sindicato Rural de Não-Me-Toque