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O Rio Grande do Sul é um dos Estados brasileiros com mais denúncias de violência na Central de Atendimento à Mulher este ano

Estado

20 de agosto de 2026

O Rio Grande do Sul é um dos Estados brasileiros com mais denúncias de violência na Central de Atendimento à Mulher este ano
O Disque180 funciona diariamente em todo o País, 24 horas por dia, para receber denúncias de violência contra as mulheres.
Foto: Divulgação

O Rio Grande do Sul está entre os Estados brasileiros com maior número de atendimentos registrados pela Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) em 2026. De janeiro a julho, foram 17.989 registros. São Paulo lidera o ranking, com 106.552 atendimentos, seguido pelo Rio de Janeiro, com 64.670; Minas Gerais, com 42.439; e Bahia, com 28.143.

Gerenciado pelo Ministério das Mulheres, o Ligue 180 registrou 1.035.647 atendimentos entre 1º de janeiro e 31 de julho deste ano, uma média de 4.884 por dia. O volume corresponde a 95% de todos os atendimentos realizados pelo serviço ao longo de 2025.

Os dados constam em levantamento do Ministério das Mulheres e mostram que o número registrado nos primeiros sete meses de 2026 já se aproxima do total contabilizado durante todo o ano passado. Em 2025, o serviço registrou 1.088.900 atendimentos, uma média de cerca de 3 mil por dia. Faltam menos de 50 mil registros para que o Ligue 180 ultrapasse o total alcançado em todo o ano passado.

Do total contabilizado neste ano, foram 872.257 pedidos de informação, 98.705 denúncias de violência de gênero, 63.478 pedidos de orientação sobre serviços da rede de proteção e 1.207 manifestações.

Violência psicológica

A violência psicológica foi a principal forma de violência denunciada ao Ligue 180 entre janeiro e julho. Foram 35.284 registros, o equivalente a 35% das denúncias. Na sequência, aparecem os casos de violência doméstica previstos na Lei Maria da Penha, com 24.273 registros (24,5%); violência física, com 18.134 casos (18%); violência moral, com 14.635 (15%); e violência patrimonial, com 8.239 (8%).

Para Estela Bezerra, secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, os números também indicam uma mudança na percepção da sociedade sobre os diferentes tipos de violência.

“A maioria das mulheres procura informação, mas, ao mesmo tempo, faz denúncias, com os tipos de denúncia que vivenciam”, afirmou.

Segundo ela, o Ligue 180 também ajuda a demonstrar o avanço da conscientização sobre a violência contra as mulheres.

“Antes, só consideravam violência contra as mulheres as agressões físicas e o feminicídio. Hoje, você tem denúncias de violência psicológica, que é a primeira no ranking de denúncias”, disse a secretária.

Informações

Entre os 872.257 pedidos de informação registrados pelo Ligue 180, a maior parte está relacionada aos serviços disponíveis na rede de proteção às mulheres.

Os principais temas foram orientações sobre os serviços da rede, com 462.919 registros (44,70%); informações sobre o funcionamento do próprio Ligue 180, com 200.989 (19,4%); e informações sobre políticas e campanhas para as mulheres, com 132.042 (12,75%).

Para Estela, o canal exerce papel importante não apenas no recebimento de denúncias, mas também na orientação e no encaminhamento das mulheres para os serviços disponíveis.

“O Ligue 180 tem sido o canal em que as mulheres, em todo o território nacional, podem ter acesso a atendentes qualificadas, com as informações necessárias sobre as tipologias de violência”, analisou a secretária.

Segundo ela, o atendimento também permite direcionar as mulheres aos serviços disponíveis na rede de proteção.

“Para atender e encaminhar as mulheres para as redes de proteção, caso elas necessitem”, disse.

Ajuda

O Ligue 180 funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. O atendimento é gratuito e sigiloso.

* Telefone: 180
* WhatsApp: (61) 9610-0180
* E-mail: central180@mulheres.gov.br.

Fonte: Redação O Sul