Robôs humanoides trabalham 64 horas em fábrica chinesa e processam mais de 17 mil tablets
25 de julho de 2026
A fabricante chinesa de robôs humanoides Agibot afirma ter alcançado um novo marco na automação industrial ao colocar seus equipamentos para atuar em uma linha de produção de tablets. Durante uma demonstração realizada na fábrica da Longcheer Technology, na cidade de Nanchang, os robôs trabalharam por mais de 64 horas e participaram da produção de 17.625 tablets, segundo dados divulgados pela empresa.
A iniciativa integra a corrida tecnológica entre empresas chinesas e americanas para demonstrar que robôs humanoides já podem desempenhar tarefas produtivas em ambientes industriais reais.
Teste foi transmitido ao vivo
A operação foi acompanhada em uma transmissão ao vivo durante seis dias consecutivos. No período, os modelos Agibot G2 retiravam os tablets da esteira de produção, realizavam inspeções com sensores, posicionavam os aparelhos em equipamentos de teste e separavam os dispositivos aprovados daqueles que apresentavam falhas.
De acordo com a fabricante, os robôs classificaram mais de 800 tablets em apenas três horas sem registrar erros e ultrapassaram a marca de 3 mil unidades processadas em cerca de dez horas, com índice de sucesso de 100% nessa etapa da demonstração.
Ao final da operação, a empresa informou que os equipamentos executaram 64.828 tarefas e alcançaram uma taxa geral de sucesso de 99,99%.
Inteligência artificial e alta precisão
Para manipular componentes eletrônicos delicados, os robôs utilizam sensores capazes de detectar forças de até 0,5 newton, permitindo movimentos de alta precisão. O processamento de inteligência artificial é realizado pela plataforma NVIDIA Jetson Thor, anunciada com capacidade de até 2.070 trilhões de operações por segundo (TFLOPS).
Os equipamentos também contam com um sistema de baterias duplas substituíveis e recarga automática, desenvolvido para reduzir interrupções e manter a operação contínua nas linhas de produção.
Corrida pela automação industrial
A demonstração ocorre em um momento de forte expansão da indústria chinesa de robôs humanoides. Empresas do setor vêm ampliando investimentos para levar essas máquinas dos laboratórios para fábricas de eletrônicos, automóveis, semicondutores e energia.
A Agibot informou que pretende colocar cerca de 100 robôs em operação comercial até o fim de 2026.
Apesar dos resultados chamarem atenção, os números apresentados são baseados em informações divulgadas pela própria fabricante. Até o momento, não há confirmação de auditorias independentes que validem as taxas de desempenho anunciadas. Ainda assim, a demonstração reforça o avanço da automação industrial e da inteligência artificial na busca por robôs capazes de executar tarefas repetitivas e de alta precisão em larga escala.