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Produtores de arroz pedem tratamento diferenciado ao RS pelo governo federal

Agro

26 de maio de 2026

Produtores de arroz pedem tratamento diferenciado ao RS pelo governo federal
Reivindicação consta em manifesto divulgado pela Federarroz.
Foto: Ivan de Andrade/ Arquivo Palácio Piratini

A Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz) divulgou nota à sociedade em que volta a defender tratamento diferenciado aos produtores rurais gaúchos por parte do governo federal. O posicionamento relaciona a reivindicação à crise enfrentada pelo setor agrícola do Estado e à necessidade de medidas específicas para a manutenção da produção no campo.

No manifesto, a entidade afirma que o Rio Grande do Sul vive uma situação particular em relação aos demais Estados, especialmente em razão dos impactos acumulados nos últimos anos. A Federarroz cita endividamento, custos elevados de produção, preços de mercado incompatíveis com os valores investidos na produção de alimentos, dificuldade de acesso ao crédito, taxas de juros inadequadas à atividade e concorrência com produtos importados.

Também aponta os eventos climáticos registrados no Estado nos últimos cinco anos – estiagem e enchentes – como fator de perda de capacidade produtiva e de renda dos agricultores. De acordo com a entidade, esse conjunto de problemas afeta o setor agrícola gaúcho de forma ampla, com especial impacto sobre os orizicultores.

A nota é assinada pelo presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, em nome da categoria. No texto, reitera que a defesa dos produtores rurais e da segurança alimentar do País exige ações estratégicas e medidas capazes de responder à dimensão da crise do segmento no Rio Grande do Sul.

Outro aspecto ressaltado é o de que a Federarroz acompanha “com preocupação” os desdobramentos do projeto de lei nº 5.122/2023. Trata-se da proposta de criação de linha especial de financiamento a produtores rurais, medida considerada pela entidade como parte das soluções necessárias à manutenção de milhares de produtores no campo.

A entidade ainda manifesta solidariedade a outras instituições que buscam soluções junto ao governo federal. Para a Federarroz, a permanência dos agricultores na atividade depende de respostas concretas do poder público e de instrumentos legais compatíveis com a realidade enfrentada pelo setor produtivo gaúcho. O texto pode ser conferido no site federarroz.com.br.

Preparação de áreas

Quando se fala em colheita do arroz, muita gente pensa só no processo de plantio, a colheita em si e, depois, no caminho que o grão percorre até o prato. Mas há etapas que começam muito antes e que fazem parte do resultado que se busca em produtividade e qualidade. É nesse ponto que estão as áreas de trabalho da Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (Sudeste do Estado).

Em fevereiro, durante a 36° Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, os participantes visitaram as Vitrines Tecnológicas e a Lavoura Breno Prates, que obtiveram a coleta das sementes na primavera. Os espaços agora recebem outras sementes – as de forrageiras que nanterão a terra saudável para o arroz que será colhido em fevereiro.

O diretor técnico da Federarroz, André Matos, relata dois apoios à entidade nessa fase de atenção técnica ao solo: “A gente usa sempre essas coberturas de inverno transferindo a proteção do solo, com a preservação da qualidade biológica e química do mesmo. E, esse ano, fomos apoiados por duas empresas, a PGW e a Raix, com coberturas modernas e cada vez mais aprimoradas, contribuindo para a safra de verão”.

Fonte: Redação O Sul