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Anvisa mantém suspensão de fabricação e venda de produtos contaminados da Ypê

Saúde

15 de maio de 2026

Anvisa mantém suspensão de fabricação e venda de produtos contaminados da Ypê
Anvisa mantém suspensão de fabricação e venda de produtos contaminados da Ypê
Foto : Química Amparo / Divulgação

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu manter a suspensão de fabricação e venda de produtos contaminados da Ypê. O julgamento do recurso da empresa ocorreu na manhã desta sexta-feira.

A suspensão dos produtos ocorreu na quinta-feira da semana passada. Na oportunidade, a decisão indicou que lava-louças (detergente), sabão líquido para roupas e desinfetantes terão de ser recolhidos e não poderão ser usados pelos consumidores. A medida foi adotada após terem sido identificadas “falhas graves na produção”, e vale para todos os lotes com numeração final 1.

“Os itens foram fabricados pela empresa Química Amparo, na unidade localizada em Amparo (SP)”, informou a agência. De acordo com a Anvisa, a decisão foi tomada a partir de avaliação técnica de risco sanitário. “Foram constatados descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo, o que inclui falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade”, detalhou a Anvisa, ao explicar que tais requisitos são essenciais em termos de fabricação para garantir a segurança sanitária dos produtos.

A bactéria

A bactéria Pseudomonas aeruginosa, identificada em produtos da indústria Ypê após a detecção de possíveis falhas no controle de produção, é um microrganismo comum no ambiente e conhecido por causar infecções principalmente em pessoas com a imunidade comprometida.

Presente naturalmente na água, no solo, no ar e em ambientes úmidos, a Pseudomonas aeruginosa é considerada uma bactéria “oportunista”. Isso significa que, na maioria das vezes, não provoca doenças em pessoas saudáveis, mas pode causar infecções graves em indivíduos com o sistema imunológico enfraquecido.

Segundo especialistas, a bactéria também pode ser encontrada em esponjas de cozinha, panos úmidos, lavatórios, piscinas mal higienizadas e até na pele de pessoas saudáveis, especialmente em áreas úmidas do corpo.

Como a bactéria age

A Pseudomonas aeruginosa chama atenção pela alta resistência a antibióticos, característica que dificulta o tratamento de infecções quando elas acontecem.

A bactéria é conhecida por causar infecções hospitalares, sobretudo em pacientes internados em UTIs. Isso ocorre porque consegue entrar no organismo por meio de cateteres, respiradores, sondas e outros equipamentos utilizados em pacientes internados.

As infecções podem atingir diferentes partes do corpo, como pulmões, trato urinário, pele e corrente sanguínea. Entre os quadros mais comuns estão:

– pneumonia;

– infecção urinária;

– infecções respiratórias;

– infecções em feridas e queimaduras;

– em situações graves, a bactéria pode causar infecções generalizadas;

Quem corre mais risco

O principal risco está relacionado às pessoas imunocomprometidas, isto é, pacientes que têm o sistema imunológico enfraquecido por doenças ou tratamentos médicos.

Entram nesse grupo pessoas que fazem quimioterapia, transplantados, pacientes internados em UTI, idosos fragilizados e indivíduos com doenças crônicas graves. Pessoas com doenças pulmonares crônicas, como enfisema e fibrose cística, também estão entre os grupos mais vulneráveis.

Nesses casos, a bactéria encontra mais facilidade para se multiplicar e provocar infecções difíceis de controlar.

Fonte: Correio do Povo