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Mercado eleva projeções de inflação e reduz expectativa de crescimento do Brasil para 2026 e 2027

Economia

03 de novembro de 2026

Mercado eleva projeções de inflação e reduz expectativa de crescimento do Brasil para 2026 e 2027

As perspectivas econômicas para o Brasil sofreram novas alterações, com aumento das estimativas de inflação e juros, além de uma redução nas projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 e 2027. Os dados constam no Boletim Focus, divulgado nesta terça-feira (3) pelo Banco Central.

De acordo com o levantamento, a previsão de inflação para 2026 passou de 5,19% para 5,22%. Já para 2027, a estimativa avançou de 4,34% para 4,76%, indicando uma expectativa de maior pressão sobre os preços nos próximos períodos.

Desde janeiro de 2025, o Brasil adota o sistema de meta contínua de inflação, estabelecendo o objetivo central de 3% ao ano. O índice é considerado dentro do intervalo de tolerância quando permanece entre 1,5% e 4,5%.

As projeções para a atividade econômica também apresentaram recuo. A expectativa de crescimento do PIB brasileiro em 2026 foi revisada de 1,80% para 1,76%. Para 2027, a estimativa diminuiu de 1,31% para 1,20%, apontando para um ritmo mais moderado de expansão da economia.

No cenário dos juros, os economistas consultados elevaram a previsão para a taxa Selic ao final de 2026, passando de 13,25% para 13,50% ao ano. Atualmente, a taxa básica de juros está em 13,75% ao ano.

Para dezembro de 2027, a expectativa também foi revisada para cima, de 11,75% para 12,50% ao ano, sinalizando uma perspectiva de manutenção de juros elevados por mais tempo.

O câmbio igualmente apresentou mudanças nas estimativas. A projeção para o dólar no encerramento de 2026 subiu de R$ 5,05 para R$ 5,34. Para o fim de 2027, a cotação esperada passou de R$ 5,15 para R$ 5,40.

O conjunto das revisões demonstra uma perspectiva mais cautelosa dos agentes financeiros em relação à economia brasileira, com inflação projetada em níveis mais elevados, juros persistentes e crescimento econômico mais limitado nos próximos dois anos.

Foto: Divulgação