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Sem negociação, bancários da Caixa entram em greve nacional a partir desta quinta

Economia

09 de setembro de 2026

Sem negociação, bancários da Caixa entram em greve nacional a partir desta quinta
Bancários devem fazer mobilização nesta quinta-feira pela manhã, na Praça da Alfândega
Foto : Camila Cunha

Bancários da Caixa Econômica Federal se preparam para o início da greve a partir desta quinta-feira, em todo o país, por tempo indeterminado. Com a persistência da paralisação, os trabalhadores preparam uma mobilização para a partir das 8 horas, junto ao Edifício Querência, na sede do banco público na Praça da Alfândega, no Centro Histórico de Porto Alegre. Uma mesa de negociações com o banco foi reaberta e está marcada para também esta quinta, às 9 horas, em São Paulo, buscando um acordo considerado justo pelos sindicatos. Com isso, até então, todas as agências deverão paralisar suas atividades a partir desta data, afetando serviços aos usuários.

Canais digitais e eletrônicos, além de serviços como Pix, caixas eletrônicos e internet banking, seguirão funcionando, e contas seguirão vencendo nas datas habituais. Atualmente, segundo o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários), o principal pleito é um redução nos valores pagos pelos empregados do banco público no Saúde Caixa. Os empregados buscam o fim do teto de pagamento do patrocinador do plano, com a Caixa entrando com 70% do valor, e os empregados com 30%.

Hoje, todos os titulares pagam 3,5% de contribuição da remuneração base, mas na proposta do banco dentro do acordo coletivo de trabalho que será votada nas assembleias, os mais jovens passariam a pagar 2,7%, percentual que aumenta até 4,5%, conforme a idade. Dependentes também passam a contribuir de acordo com a faixa etária, entre R$ 480 e R$ 660, com o teto familiar passando de 7% a 9% do salário-base.

No caso de aposentados e pensionistas, os titulares passam a contribuir com 4,5%, os dependentes com R$ 660 e o teto familiar vai para 9%. A decisão da greve já havia sido tomada em assembleias anteriores dos sindicatos ainda na semana passada, formalizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec). A confederação estima que a proposta apresentada pelo banco amplia os custos para os beneficiários e, em alguns casos, pode representar aumento de cerca de 50% sobre os valores pagos atualmente.

Outros bancos, tanto públicos como privados, como Banco do Brasil e Santander, avançaram nas negociações de outras pautas. Procurada, a Caixa disse que “mantém aberto o diálogo com as entidades representativas dos empregados e segue empenhada na construção de uma solução para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)” (leia nota completa abaixo).

Confira nota completa da Caixa

A CAIXA informa que mantém aberto o diálogo com as entidades representativas dos empregados e segue empenhada na construção de uma solução para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), pautada pela valorização dos empregados, pela sustentabilidade da instituição e pelo compromisso com a continuidade dos serviços prestados à sociedade.

Fonte: Correio do Povo