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“O Agro não pode esperar”: encontro leva informação e reforça a união e a representatividade do setor

Não-Me-Toque

27 de agosto de 2026

“O Agro não pode esperar”: encontro leva informação e reforça a união e a representatividade do setor
Foto: Divulgação

Os desafios do campo exigem cada vez mais informação, atenção e união entre os produtores rurais. Em meio a constantes transformações nas relações trabalhistas, na economia e nas políticas que envolvem o setor, acompanhar as mudanças e fortalecer a representatividade são fundamentais para tomar decisões e defender os interesses do agro.

Foi com esse propósito que o Sindicato Rural de Não-Me-Toque promoveu, na noite de terça-feira (25), no Restaurante Sauthier, a palestra-jantar “O Agro não pode esperar – Do campo às urnas: união, relações trabalhistas e eleições 2026”. O encontro reuniu produtores rurais em um momento de troca de informações e diálogo sobre temas que influenciam diretamente o futuro da atividade rural.

A programação contou com a participação de Álvaro Moreira e Luis Fernando Pires, da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), além do ex-senador Ireneu Orth, que contribuíram para as discussões a partir de diferentes perspectivas relacionadas ao cenário atual do agro.

Um dos principais temas da noite foi a realidade das relações trabalhistas no meio rural, apresentada por Álvaro Moreira, que abordou o Domicílio Eletrônico Trabalhista (DET), os contratos de trabalho no campo, as negociações coletivas e os riscos psicossociais.

Segundo Moreira, o Domicílio Eletrônico Trabalhista merece atenção dos produtores, especialmente daqueles que ainda não realizaram o cadastro. O sistema, criado pelo Governo Federal, passou a concentrar as comunicações das relações de trabalho, substituindo os meios convencionais de correspondência.

Outro ponto destacado foram as modalidades de contrato de trabalho, com ênfase na possibilidade de utilização do contrato safrista, destinado à contratação de trabalhadores para períodos específicos, como plantio e colheita, uma alternativa prevista na legislação e ainda pouco utilizada no Rio Grande do Sul.

Os riscos psicossociais também estiveram em pauta. Moreira explicou que o tema ainda envolve discussões jurídicas e destacou que, atualmente, o empregador rural não está obrigado a realizar o gerenciamento dos riscos psicossociais na propriedade, uma vez que, para o setor rural, as exigências estão vinculadas à NR 31, que não contempla esse tipo de risco. O palestrante reforçou, contudo, a necessidade de acompanhar as atualizações relacionadas às normas trabalhistas aplicáveis à propriedade.

A programação também abriu espaço para uma reflexão sobre os desafios enfrentados pelos produtores rurais, a representatividade e a união do setor, especialmente diante do cenário político que se desenha para 2026. Luis Fernando Pires e Ireneu Orth compartilharam percepções sobre o contexto atual do agro e a importância de os produtores acompanharem as discussões que podem impactar os rumos da atividade.

Na avaliação da presidente do Sindicato Rural de Não-Me-Toque, Teodora Lütkemeyer, o encontro cumpriu o propósito de levar informações importantes ao produtor, contribuindo para que esteja mais preparado para as demandas do setor.

“Foi uma conversa muito esclarecedora. É fundamental estarmos atentos, principalmente às obrigações trabalhistas e às mudanças na legislação, para conduzir a atividade com mais segurança. Ao mesmo tempo, precisamos estar unidos, participar das discussões e fortalecer a nossa representatividade para que a voz do produtor rural seja ouvida e os interesses do setor estejam presentes nas decisões que impactam o agro”, destacou.

A iniciativa reforçou o papel do Sindicato Rural como espaço de informação e diálogo, contribuindo para o fortalecimento da atividade e da representatividade do setor. A entidade permanece à disposição para orientações sobre assuntos relacionados às relações trabalhistas e demais questões do meio rural.

Fonte: Sindicato Rural de Não-Me-Toque