RS fica em 4º entre os estados com mais carteiras assinadas no setor privado do país, diz IBGE
14 de agosto de 2026
O Rio Grande do Sul ficou em 4º lugar entre os estados brasileiros com maior proporção de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, com 80,9% dos empregados formalizados no segundo trimestre de 2026. O percentual corresponde a 2,595 milhões de trabalhadores com carteira assinada e fica atrás apenas de Santa Catarina (86,7%), São Paulo (82,0%) e Mato Grosso do Sul (81,0%). O índice gaúcho também supera com folga a média nacional, de 74,4%, segundo dados da PNAD Contínua divulgados pelo IBGE, nesta sexta-feira.
A taxa de desemprego no Estado ficou em 4,2% no segundo trimestre de 2026, praticamente estável em relação aos 4,0% registrados no trimestre anterior, mas abaixo dos 4,3% observados um ano antes. O resultado coloca o Rio Grande do Sul em uma situação mais favorável do que a média nacional, de 5,4%.
Número de pessoas ocupadas
O número de pessoas ocupadas no Rio Grande do Sul chegou a 5,902 milhões, com aumento de 7 mil pessoas em relação ao trimestre anterior e de 38 mil na comparação anual. O avanço foi acompanhado pelo crescimento do emprego no setor privado, que alcançou 3,2 milhões de trabalhadores, alta de 2,0% em um ano.
A composição do mercado de trabalho gaúcho também mostra diferenças importantes entre as atividades. Na comparação com o trimestre anterior, os maiores avanços no número de ocupados ocorreram no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, que chegou a 1,109 milhão de trabalhadores, e na indústria geral, com 973 mil.
Também houve crescimento nas atividades de informação, comunicação e serviços financeiros, imobiliários, profissionais e administrativos, além da administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais. Em sentido contrário, construção, transporte e armazenagem, alojamento e alimentação e serviços domésticos registraram redução.
O rendimento médio mensal real habitual dos trabalhadores gaúchos ficou em R$ 4.169 no segundo trimestre. Apesar de uma queda de 0,9% frente ao trimestre anterior, o valor representa crescimento de 5,2% em relação ao mesmo período de 2025. A massa de rendimento também avançou na comparação anual, chegando a R$ 24,183 bilhões, alta de 6,2%. O resultado indica que, mesmo com oscilações no curto prazo, o mercado de trabalho do Estado apresenta expansão da renda quando observado o período de um ano.
Informalidade e pessoas desalentadas
O estado apresentou uma taxa de informalidade de 29,6% no trimestre encerrado em junho de 2026, também a 4ª mais baixa do país e significativamente abaixo da média brasileira, que ficou fixada em 37,4% de acordo com os indicadores da pesquisa do IBGE.
Paralelamente, o indicador de desalento na economia gaúcha também apresentou uma queda expressiva, sinalizando que a população está recuperando o otimismo na busca por oportunidades. O número de pessoas desalentadas — aquelas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar por falta de vagas — recuou para 41 mil no período de abril a junho de 2026, gerando uma redução expressiva de 26,6% em relação às 55 mil registradas no mesmo trimestre do ano anterior. Essa retração demonstra que o mercado local tem se mostrado mais atrativo e confiável para reinserir esses trabalhadores na força de trabalho ativa.
Fonte: Correio do Povo