Entenda 5 pontos fundamentais sobre o eclipse solar total no Hemisfério Norte
12 de agosto de 2026
Um eclipse solar total cruza o Hemisfério Norte nesta quarta-feira (12), oferecendo um espetáculo astronômico visível de forma completa em uma faixa que corta a Espanha. O evento mobiliza observadores do mundo todo e exige atenção reforçada para a proteção visual. Confira os cinco aspectos essenciais sobre o fenômeno:
1. O alinhamento perfeito
Um eclipse solar total ocorre quando a Lua se posiciona exatamente entre a Terra e o Sol, projetando sua sombra sobre a superfície terrestre. A ocorrência depende de um equilíbrio singular do Sistema Solar: embora a Lua seja 400 vezes menor que o Sol, ela está cerca de 400 vezes mais próxima da Terra, fazendo com que ambos tenham o mesmo diâmetro aparente no céu. Durante o ápice, a luz do dia dá lugar à penumbra e revela a coroa solar.
2. A trajetória do fenômeno
A faixa de totalidade do eclipse deste 12 de agosto de 2026 começa na Rússia, cruza o Hemisfério Norte, passa ao sul da Groenlândia e atravessa o Oceano Atlântico até alcançar a Europa. Na Espanha, a escuridão total poderá ser observada em um corredor que vai de Oviedo a Palma de Maiorca, passando por Burgos. Regiões fora dessa linha, como a França, verão apenas um eclipse parcial.
3. Duração do evento
A fase de totalidade — quando o disco solar fica 100% encoberto — dura pouco tempo. Em Burgos, por exemplo, o ápice será de 1 minuto e 48 segundos. O ciclo completo do fenômeno, no entanto, estende-se por quase duas horas, englobando as etapas parciais de entrada e saída da sombra lunar.
4. Raridade e frequência
Embora ocorram entre um e dois eclipses solares por ano no planeta, a sombra da Lua atinge apenas uma estreita faixa da superfície. Em média, um eclipse solar total só se repete na mesma localidade a cada 400 anos. Apesar dessa raridade, a Espanha terá uma sequência privilegiada: novos eclipses parciais e totais serão visíveis no país em 2 de agosto de 2027 e em 26 de janeiro de 2028.
5. Proteção visual obrigatória
A observação direta do Sol exige óculos específicos com certificação ISO 12312-2:2015, capazes de filtrar 100% dos raios ultravioleta (UV). A Associação Francesa de Astronomia (AFA) alerta que a retina não possui receptores de dor; portanto, olhar para o Sol sem proteção pode provocar queimaduras profundas e irreversíveis sem que a pessoa perceba no momento.
Fonte: Correio do Povo