Inflação desacelera em junho com queda no preço dos alimentos, aponta IBGE
10 de julho de 2026
A inflação oficial do Brasil perdeu força em junho e fechou o mês com alta de 0,16%, abaixo dos 0,58% registrados em maio. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Apesar da desaceleração, o grupo Habitação foi o que mais pressionou o índice no mês. Em contrapartida, a alimentação ajudou a conter a inflação, com queda de 0,24% nos preços.
Os alimentos consumidos em casa ficaram, em média, 0,39% mais baratos em junho, revertendo a alta de 1,65% registrada em maio. Entre os produtos que mais contribuíram para a redução estão o café moído (-3,72%), as frutas (-1,58%) e as carnes (-0,64%). Já o feijão-carioca (8,31%) e a batata-inglesa (3,57%) apresentaram as maiores altas do mês.
A alimentação fora de casa também desacelerou, passando de uma alta de 0,49% em maio para 0,15% em junho.
Alimentos que mais subiram no primeiro semestre
Entre janeiro e junho, os maiores aumentos de preços foram registrados pelo pepino (155,47%), cenoura (103,14%), tomate (82,41%), batata-inglesa (82,11%) e morango (60,97%). Também tiveram altas expressivas a cebola, o feijão-carioca, o leite longa vida e algumas hortaliças.
Produtos que ficaram mais baratos
No mesmo período, o abacate liderou as quedas, com recuo de 41,3%. Também registraram redução de preços a laranja-baía, laranja-lima, banana-maçã, maracujá, café moído, maçã, açúcar refinado, óleo de soja, azeite de oliva, carne suína, farinha de trigo e frango em pedaços.
Os números refletem um cenário de desaceleração da inflação, impulsionado principalmente pelo recuo dos preços dos alimentos, fator que ajudou a reduzir o impacto do custo de vida para os consumidores em junho.