Morre o menino de 3 anos espancado pelo pai em Viamão
09 de julho de 2026
Morreu na madrugada desta quinta-feira, o menino de 3 anos que havia sido espancado pelo próprio pai em Viamão, na Região Metropolitana. A informação foi confirmada pela Polícia Civil. A criança estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre.
O caso ocorreu no último domingo, na localidade de Águas Claras. Segundo a investigação, o pai, um homem de 33 anos, natural dos Estados Unidos, agrediu o filho após a criança não responder ao “bom dia” da forma como ele esperava.
Conforme a delegada Luana Tamiozzo Medeiros, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Viamão, o homem desferiu socos contra o peito do menino e, em seguida, bateu a cabeça da criança contra o chão. Já desacordado, o menino foi levado pela mãe ao hospital, onde a Brigada Militar foi acionada.
O pai admitiu as agressões aos policiais e foi preso em flagrante. Desde o início da semana, a criança estava em protocolo de morte cerebral.
Inicialmente, o homem foi autuado por tentativa de homicídio duplamente qualificado, pelos qualificadores de motivo fútil e por a vítima ser menor de 14 anos. Com a confirmação da morte, a investigação deverá ser adequada ao novo desfecho.
“O inquérito policial segue, com oitivas de testemunhas sendo realizadas, documentos sendo analisados e diligências policiais em andamento”, afirmou a delegada responsável pelo caso, Luana Medeiros.
As investigações apontam que a família havia se mudado para Viamão há cerca de seis meses, embora esteja no Brasil há mais de nove anos. A mãe é de origem japonesa.
Segundo a Polícia Civil, a família já era acompanhada por órgãos de proteção à infância em outros estados. “Nós temos conhecimento de que essa família já vive uma realidade de violência há algum tempo e que, inclusive, o Conselho Tutelar de outros estados já teria atuado junto a essa família. Ele possui históricos em São Paulo e em Santa Catarina por maus-tratos”, disse Luana Medeiros.
Conforme a investigação, os outros quatro filhos do casal, de 9, 7, 5 e 1 ano, já haviam sido retirados da guarda dos pais anteriormente.
Fonte: Correio do Povo