Assistência técnica e gerencial no campo é pauta de visita do Senar Nacional e Estadual em Não-Me-Toque
02 de abril de 2026
Representantes do Senar Nacional e do Senar-RS estiveram em Não-Me-Toque na última semana para uma agenda voltada à avaliação e análise do andamento dos grupos do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) na região. A atividade foi realizada junto ao Sindicato Rural de Não-Me-Toque, que também atende produtores de Victor Graeff e Lagoa dos Três Cantos.
A visita faz parte de uma mobilização nacional do Senar, que percorre estados com forte atuação em assistência técnica para dialogar com produtores, técnicos e sindicatos rurais, com o objetivo de qualificar ainda mais o programa para os próximos anos.
Com mais de 500 mil produtores atendidos em todo o país ao longo da última década, a ATeG atua em mais de 30 atividades produtivas, incluindo grãos, pecuária de leite e corte, fruticultura, olericultura e agroindústrias, com uma metodologia que se diferencia por integrar orientação técnica à gestão da propriedade rural, com foco em produtividade e aumento de renda. A proposta é auxiliar o produtor não apenas na produção, mas principalmente na tomada de decisão, tornando-o mais preparado para lidar com variáveis como o clima e as oscilações de mercado.
“A assistência técnica gerencial do Senar busca trazer conceitos de administração para a realidade do campo. O produtor, em geral, já domina a produção, mas o grande desafio é transformar essa produção em resultado financeiro consistente ao longo do tempo, tornando o negócio sustentável. Nem sempre produzir mais significa lucrar mais, por isso a gestão é o grande diferencial do programa”, afirmou o diretor adjunto de ATeG do Senar Nacional, Rafael Costa.
O atendimento inicia com um diagnóstico da propriedade e evolui para um planejamento alinhado às metas do produtor, com acompanhamento contínuo no campo por quatro anos. O trabalho é realizado por técnicos capacitados, que recebem formação contínua.
Costa ressaltou que o programa não trabalha com recomendações comerciais ou pacotes tecnológicos fechados, priorizando decisões baseadas na realidade de cada propriedade: “A proposta é permitir que o produtor utilize os recursos e tecnologias mais adequados ao seu contexto, respeitando seus objetivos”.
Na região de atuação do sindicato, estão em andamento três grupos de ATeG, sendo dois voltados à produção de grãos e um à pecuária de leite.
Para a presidente do Sindicato Rural, Teodora Lütkemeyer, a visita foi importante para avaliar e identificar oportunidades de aprimoramento da iniciativa, que acompanha uma demanda crescente dentro das propriedades rurais.
“As margens estão cada vez mais desafiadoras, e isso exige do produtor não só eficiência produtiva, mas também gestão. A ATeG contribui justamente nesse sentido, ao trazer planejamento e um olhar técnico isento, auxiliando na condução do negócio. É muito positivo ver o Senar buscando constantemente melhorias em programas e projetos que beneficiem o produtor”, destacou.
O programa é oferecido de forma gratuita ao produtor.
“O Senar é custeado por uma contribuição de 0,2% sobre a produção rural, junto ao Funrural. Ou seja, o produtor já paga por esse serviço, então pode e deve aproveitar essa assistência, que faz diferença real dentro da propriedade”, reforçou Teodora.
Produtores interessados em participar dos próximos grupos podem procurar o Sindicato Rural de Não-Me-Toque para mais informações. Não é necessário ser associado à entidade para participar.
Estiveram na visita: Rafael Costa, Diretor Adjunto ATeG – Senar Nacional; Polaco Gonçalves, Assessor técnico ATeG – Senar Nacional; Alexandre Padro – Coordenador ATeG – Senar RS; Paola Juchem – Supervisora ATeG – Senar RS e Guilherme Fagundes – Supervisor ATeG -Senar RS.
Fonte: Sindicato Rural de Não-Me-Toque