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Safra recorde deve aliviar preço do café no 2º semestre, diz Ministério da Fazenda

Agro

18 de fevereiro de 2026

Safra recorde deve aliviar preço do café no 2º semestre, diz Ministério da Fazenda
Secretaria de Política Econômica avalia que maior produção do grão mundial e estabilização do real tendem a diminuir valores para consumidores brasileiros.
Foto: Divulgação

O consumidor brasileiro poderá encontrar o café mais barato nos supermercados a partir do segundo semestre de 2026. A avaliação é da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, que projeta impacto positivo da safra recorde no Brasil e da ampliação da produção em outros grandes países produtores.

Segundo a secretaria, o aumento da oferta deve pressionar para baixo os preços no atacado e contribuir para a desaceleração da inflação do produto ao longo do ano. Além do Brasil, países como Vietnã, Indonésia e Colômbia também devem registrar boas colheitas, ampliando a disponibilidade global do grão.

De acordo com a SPE, o crescimento simultâneo da produção tende a aliviar as pressões nas cotações internacionais, atualmente sustentadas por estoques globais em níveis historicamente baixos.

“No plano doméstico, a safra recorde deve contribuir para a redução dos preços no atacado, sobretudo a partir do segundo semestre de 2026, período de maior concentração da colheita. A transmissão ao consumidor tende a ocorrer de forma gradual ao longo da cadeia produtiva, favorecendo a desaceleração da inflação do item café no IPCA ao longo do ano”, informou a secretaria em nota.

O órgão ressalta, no entanto, que a intensidade do repasse aos consumidores dependerá principalmente do comportamento do câmbio e do ritmo das exportações. Mantido o cenário de maior oferta no Brasil e nos principais produtores mundiais, a SPE não descarta a possibilidade de deflação nos preços do café em 2026.

Representantes do setor também enxergam um ambiente mais estável após dois anos marcados por adversidades climáticas, quebra de safra e estoques reduzidos. A Associação Brasileira da Indústria de Café avalia que a expectativa de produção mais robusta e clima favorável tende a equilibrar o mercado e diminuir oscilações bruscas no varejo.

A entidade pondera, contudo, que variações pontuais ainda ocorrem ao longo da cadeia produtiva. Entre novembro e dezembro de 2025, o preço médio por quilo dos cafés Tradicional e Extraforte recuou R$ 4,58, movimento atribuído à queda no custo da matéria-prima naquele período.

O cenário para o café se insere em um contexto de inflação mais moderada no país. Em relatório divulgado no início do mês com as perspectivas macroeconômicas para 2026, a SPE projeta que o IPCA deverá desacelerar de 4,3% em 2025 para cerca de 3,6% neste ano, embora ainda exista risco de pressões pontuais nos preços de alimentos ao longo do período.

Fonte: Redação O Sul