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Rio Grande do Sul deve exportar 40 mil toneladas de maçã

Agronegócio

08 de fevereiro de 2026

Rio Grande do Sul deve exportar 40 mil toneladas de maçã
Projeção para a safra é de 1,05 milhão a 1,15 milhão de toneladas
Foto : Cassiane Osório/ Seapi / CP

Aproximadamente 47% da produção nacional de maçã está no Rio Grande do Sul e abertura oficial da colheita da safra 2025/2026 ocorreu em Vacarina, nos Campos de Cima da Serra. O município, junto com Bom Jesus, Monte Alegre dos Campo, São Francisco de Paula e Caxias do Sul está entre os maiores representantes, com destaque para as variedades Fuji e Gala.

De acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), a projeção para a safra é de 1,05 milhão a 1,15 milhão de toneladas, retomando patamares próximos à média histórica do setor após dois anos de volumes mais baixos. Para o presidente da ABPM, Francisco Schio, o momento é de consolidação da qualidade aliada à retomada produtiva.

“Esta safra sinaliza a volta a volumes mais próximos da normalidade, com um diferencial importante de qualidade. Temos maçãs com excelente padrão visual, sabor equilibrado, além de alto nível de tecnificação no campo, o que fortalece a competitividade do Brasil”, afirmou.

A atual safra mostra, segundo o diretor executivo da ABPM, Moisés Lopes de Albuquerque, que o setor “segue forte, organizado e comprometido com a qualidade, a sustentabilidade e o desenvolvimento do Brasil”.

A projeção para a safra 2025/2026 é de 60 mil toneladas exportadas, com participação expressiva do Rio Grande do Sul, responsável por cerca de 40 mil toneladas, e de Santa Catarina, com 20 mil toneladas.

“Exportamos para mais de 20 países e isso é essencial para o equilíbrio do setor, especialmente durante a safra, quando a oferta interna é maior”, ressaltou o diretor executivo da ABPM.

Os embarques atendem mercados como Índia, Portugal, Irlanda, Emirados Árabes Unidos, Rússia, Reino Unido, Bangladesh, Países Baixos e Arábia Saudita.O superintendente federal do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) no Rio Grande do Sul, José Cleber Dias de Souza, destacou a responsabilidade do setor e do poder público na consolidação da fruticultura nacional.

“É uma responsabilidade dar continuidade e aperfeiçoar cada vez mais esse trabalho, auxiliando o Brasil a sair da condição de importador, como era na década de 1970, para a de exportador. O Ministério da Agricultura e Pecuária tem uma contribuição fundamental nesse processo”, destacou.

O secretário adjunto da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, participou do evento, no sábado, e destacou que a cultura da maçã é motivo de orgulho nacional, assim como gaúcho, por diversos fatores.

“Pelo fator econômico, pelo desenvolvimento da região, mas também pela qualidade sanitária. Temos compreensão plena que o desenvolvimento econômico dos setores produtores de alimentos depende de uma defesa sanitária de altíssimo nível, e isso passa pelas parcerias entre o governo estadual, federal e setor produtivo”, enfatizou o adjunto da Seapi.

Visando a qualidade sanitária da produção, o secretário adjunto destacou que a Secretaria da Agricultura vai firmar um convênio com a Embrapa Uva e Vinho para o controle biológico da mosca das frutas. O diretor de Defesa Sanitária Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti, também participou da cerimônia.

Eficiência, qualidade e responsabilidade

O anfitrião do evento da empresa Rasip Agro, Sérgio Barbosa, afirmou que os produtores mostram sua capacidade todos os dias, de produzir com eficiência, qualidade e responsabilidade, contribuindo de forma decisiva para o desenvolvimento do país.

“Esse ano teremos um cenário positivo, depois de safras desafiadoras em razão dos eventos climáticos. Voltaremos ao patamar mais perto da normalidade em questão de produtividade”, afirmou.

Fonte: Correio do Povo.