Com recuo de 1,2% em dezembro, produção industrial brasileira acumula alta de 0,6% em 2025
03 de fevereiro de 2026
A produção industrial brasileira recuou 1,2% em dezembro de 2025 na comparação com novembro, acentuando o comportamento predominantemente negativo observado desde setembro. Essa foi a queda mais intensa desde julho de 2024 (-1,5%). Em relação a dezembro de 2024, a indústria avançou 0,4%. Em 2025, a indústria acumulou crescimento de 0,6%, terceiro ano seguido de alta, após registrar 3,1% em 2024 e 0,1% em 2023.
Com o resultado de dezembro, a produção industrial se encontra 0,6% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda está 16,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Os dados são da PIM (Pesquisa Industrial Mensal), divulgada nesta terça-feira (3) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
“Ao longo de 2025, verificou-se uma clara perda de ritmo, com o setor industrial passando de uma expansão de 1,2%, nos seis primeiros meses, para uma variação nula no segundo semestre. Esse menor dinamismo guarda uma relação importante com a política monetária mais restritiva, especialmente marcada pelo aumento na taxa de juros, o que impacta diretamente das decisões de investimento por parte das empresas e de consumo por parte das famílias”, avaliou o gerente da pesquisa, André Macedo.
No acumulado de 2025, o avanço de 0,6% frente a 2024 teve resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 15 dos 25 ramos, 42 dos 80 grupos e 49,6% dos 789 produtos pesquisados. Entre as atividades, as principais influências positivas vieram de indústrias extrativas (4,9%) e produtos alimentícios (1,5%).
Por outro lado, entre as dez atividades com redução na produção, a de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,3%) exerceu a maior influência na formação da média da indústria.
Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os 12 meses de 2025 mostrou maior dinamismo para os segmentos de bens de consumo duráveis (2,5%) e de bens intermediários (1,5%). Por outro lado, os setores produtores de bens de consumo semi e não duráveis (-1,7%) e de bens de capital (-1,5%) assinalaram as taxas negativas.
Dezembro
Na redução de 1,2% da atividade industrial na passagem de novembro para dezembro, as quatro grandes categorias econômicas e 17 dos 25 ramos pesquisados tiveram recuo na produção.
Entre as atividades, as influências negativas mais importantes vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (-8,7%), produtos químicos (-6,2%) e metalurgia (-5,4%).
Fonte: Redação O Sul