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Rio Grande do Sul fecha 2025 com resultado orçamentário positivo

Estado

03 de fevereiro de 2026

Rio Grande do Sul fecha 2025 com resultado orçamentário positivo
Para fazer frente às despesas, foram adotadas medidas que garantiram aumento de receitas
Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O governo do Rio Grande do Sul fechou o ano passado com resultado orçamentário positivo, ou seja, com mais receitas do que despesas. O resultado orçamentário no exercício foi de R$ 2,7 bilhões, valor superior aos R$ 836 milhões registrados no ano passado, quando desconsideradas as transações intraorçamentárias.

Segundo dados da Sefaz (Secretaria da Fazenda), o exercício teve um conjunto de despesas que aumentaram, como os investimentos em diversas regiões do Estado, impulsionados pelos recursos do Estado e pelas parcelas da dívida com a União que não estão sendo pagas e destinadas à reconstrução do RS. Os investimentos chegaram a R$ 5,4 bilhões, um aumento de 8% em relação a 2024, quando foram de R$ 4,9 bilhões.

Outra despesa que cresceu foi a de pessoal, em 12%, índice superior à inflação do período, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), de 4,26%. O aumento é explicado principalmente pelas rubricas de pessoal ativo, inativos e sentenças judiciais, além das reestruturações de carreiras aprovadas em 2024 e vigentes desde janeiro de 2025. Em precatórios, grande parte relativa a sentenças de pessoal, o Estado pagou R$ 2,8 bilhões em 2025.

Medidas para aumentar receitas

Para fazer frente a essas despesas, foram adotadas medidas que garantiram aumento de receitas. Em 2025, o Estado obteve ingresso de aproximadamente R$ 1 bilhão captados junto a instituições bancárias nacionais. Antes, o Estado também contratou, junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), um empréstimo de US$ 500 milhões. Em 2026, O RS deve receber novos recursos do Banco Mundial.

Em outra frente, o incremento da receita foi garantido especialmente pelo Refaz Reconstrução, um programa de negociação de dívidas tributárias que, além de reforçar o caixa, auxiliou empresas que enfrentaram dificuldades para pagar seus tributos na pandemia de Covid-19 e nas enchentes. A arrecadação bruta de ICMS atingiu R$ 54 bilhões, um crescimento de 6% em relação a 2024. Isso se deve em especial à arrecadação extraordinária de R$ 2 bilhões do Refaz Reconstrução (R$ 1,8 bilhão) e Refaz Reconstrução II (R$ 237 milhões).

Na gestão de caixa do Estado, houve aumento de receitas patrimoniais – especialmente dos rendimentos acumulados do Sistema Integrado de Administração do Caixa –, que somaram R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1 bilhão referente a exercícios anteriores reconhecidos em 2025).

Os dados foram publicados no Relatório de Transparência Fiscal de dezembro de 2025 e no Diário Oficial do Estado.

Fonte: Redação O Sul