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Safra de pinhão está estimada em 860 toneladas no Rio Grande do Sul

Agro

03 de abril de 2025

Safra de pinhão está estimada em 860 toneladas no Rio Grande do Sul
Projeções da Emater/RS-Ascar são iniciais e apontam para uma manutenção dos índices da safra anterior em alguns municípios
Foto: Rogério Fernandes / Emater / Divulgação

De acordo com projeções inicias da Emater/RS-Ascar, a safra de pinhão no Rio Grande do Sul em 2025 deve alcançar cerca de 860 toneladas. A entidade divulgou que a maior parte da produção está concentrada na Serra Gaúcha, Hortênsias e Campos de Cima da Serra. Juntas, as regiões devem colher mais de 600 toneladas. No Planalto, a estimativa é de 110 toneladas, enquanto que o Centro Serra e a Serra do Botucaraí devem somar aproximadamente 150 toneladas.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, as previsões apontam para uma manutenção dos índices da safra anterior em alguns municípios, enquanto outros podem registrar crescimento entre 10% e 20%. No entanto, em determinadas localidades, a produção pode cair na mesma proporção, devido às condições climáticas.

“As secas recorrentes nos últimos anos, as chuvas abundantes no fim do inverno e no início da primavera, além da alternância de produção característica da Araucária, influenciam diretamente na colheita”, explica a engenheira florestal Adelaide Ramos, do regional de Caxias do Sul da Emater/RS-Ascar.

O período oficial de colheita, transporte, comercialização e armazenamento do pinhão no Estado teve início em 1º de abril, conforme a Lei Estadual nº 15.915, de 22 de dezembro de 2022. A norma busca equilibrar a geração de renda com a preservação da Araucária angustifolia, espécie ameaçada de extinção e protegida pelo Decreto Estadual 52.109/2014 e pela Portaria MMA nº 148/2022. A legislação estabelece que apenas pinhões maduros, em estágio deiscente e com coloração verde-amarelada ou marrom típica, podem ser colhidos. Além disso, o corte da árvore nativa, que produz pinhas entre abril e junho, é proibido.

As principais áreas produtoras incluem, além da Serra Gaúcha, Hortênsias e Campos de Cima da Serra, as regiões do Planalto, Serra do Botucaraí e Centro Serra.

“O produto está ligado à cultura e à tradição e é importante na geração de renda e mesmo no sustento das unidades de produção familiares que trabalham com o extrativismo da semente”, destaca o engenheiro florestal Antônio Borba, assistente técnico estadual da Emater/RS-Ascar.

À medida que a colheita avança, os técnicos da Emater/RS-Ascar seguem acompanhando os resultados para confirmar as estimativas iniciais e avaliar o impacto das condições climáticas sobre a produção.

Fonte: Correio do Povo