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Investigação sobre fake news das enchentes chega à PGR, que avalia providências

por Daiane Giesen
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O projeto de lei complementar (PLP) para suspender a dívida do Rio Grande do Sul com a União por três anos será votado em regime de urgência na Câmara dos Deputados.

O texto, assinado pelo governo federal, foi protocolado nesta terça-feira (14). Com a urgência, o PLP não precisará passar por comissões e poderá ser avaliado diretamente pelo plenário antes de seguir para avaliação do Senado Federal. O relator do projeto também deve ser indicado ainda nesta terça. A decisão está nas mãos do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Além de propor o adiamento do pagamento da dívida por três anos, o texto do governo federal sugere que, neste mesmo período, os juros que incidem sobre o estoque da dívida sejam zerados.

Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad — que anunciou a medida na segunda-feira (13) —, isso vai liberar R$ 11 bilhões para um “fundo contábil” que será investido na reconstrução de estado. Esse plano será elaborado pela equipe do governo estadual.

A informação sobre o pedido de urgência foi compartilhada pelo deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). Ele representou a bancada gaúcha durante reunião de líderes com o presidente da Câmara nesta terça.

Pompeo é relator da comissão externa destinada a apurar e acompanhar os danos causados pelas enchentes de 2023 e 2024 no Rio Grande do Sul. De acordo com o deputado, um dos pedidos da bancada é que a dívida do RS seja totalmente suspensa por três anos, e não adiada, como propõe o governo federal.

“Se aprovarmos o PLP simplesmente empurrando a dívida para o final da conta e mantendo a dívida, vamos continuar com o mesmo endividamento. O RS agradece, mas, mais que suspender o pagamento do juro, precisamos que esses valores dos 36 meses sejam incorporados ao fundo”, afirmou.

O deputado alega que, pela proposta do governo, os R$ 11 bilhões dos juros deverão ser pagos normalmente após o fim dos três anos. “Se simplesmente não pagar e mandar a conta para as prestações futuras, vamos ficar com o mesmo endividamento. Lá na frente vamos ter uma outra pandemia, a pandemia da dívida”, afirmou o deputado.

Ainda não há consenso entre os líderes sobre a sugestão da bancada gaúcha para suspender o pagamento da dívida.

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