Dólar dispara até 12% na abertura e B3 aciona circuit breaker em dia de forte tensão fiscal
26 de outubro de 2026
O mercado financeiro brasileiro amanheceu em clima de forte tensão nesta segunda-feira (26). O dólar registrou uma oscilação na abertura dos negócios, operando em uma faixa entre R$ 5,42 e R$ 5,60. A valorização da moeda norte-americana, que chegou a registrar picos de alta entre 8% e 12%, reflete o cenário de incerteza que tomou conta dos investidores.
A magnitude da variação cambial nas primeiras horas do dia obrigou a B3 a adotar medidas excepcionais de contenção. Diante da volatilidade extrema, a bolsa brasileira ampliou os limites de oscilação permitidos para os contratos de dólar futuro — inicialmente fixados em 6% e posteriormente revisados para 8,4%. Paralelamente, o estresse generalizado nos ativos domésticos levou ao acionamento do mecanismo de circuit breaker nos índices futuros da bolsa, suspendendo temporariamente as negociações para acalmar os ânimos do mercado.
Para mitigar a pressão sobre a moeda nacional e prover liquidez ao sistema, o Banco Central anunciou a realização de leilões de rolagem de swap cambial. A intervenção busca suavizar os movimentos bruscos do câmbio, embora analistas de mercado apontem que o pano de fundo do nervosismo atual é majoritariamente fiscal. Existe uma cautela generalizada entre investidores quanto ao cumprimento das metas fiscais nos próximos anos e de que forma as promessas econômicas serão acomodadas dentro do orçamento público.
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