Ministros próximos a Alexandre de Moraes pressionam por adiamento de sessão extraordinária do Supremo
12 de setembro de 2026
Ministros próximos a Alexandre de Moraes insistem na tentativa de cancelar ou adiar a sessão agendada para terça-feira (15), para discutir se o colega será investigado por supostas ligações com Daniel Vorcaro. O principal argumento é o de que o pedido de Moraes para André Mendonça ser investigado deveria ser julgado na mesma sessão.
Integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal) fizeram esse pedido a Edson Fachin nas reuniões individuais que o presidente teve com cada um deles na quinta-feira (10). Para esse grupo, Mendonça deveria ser investigado por irregularidade na condução do caso Banco Master e por ter direcionado as apurações com o intuito de chegar ao nome de Moraes.
Nessa sexta-feira (11), essa ala acrescentou outro argumento para defender essa posição. Fachin pediu para Mendonça derrubar o sigilo das investigações sobre o Banco Master. Segundo aliados de Moraes, o ministro fez isso de forma seletiva. Por outro lado, diante de todo o material disponibilizado, ministros alegam que não haveria tempo hábil para examinarem tudo até a próxima semana.
Um dos integrantes do Supremo também disse a Fachin que não seria prudente realizar esse debate público neste momento, às vésperas do processo eleitoral, para o caso não ser ainda mais usado politicamente pelas campanhas. Para esse ministro, no atual cenário, o ideal seria analisar a questão depois das eleições de outubro.
Fachin, no entanto, teria discordado do colega. Na avaliação do presidente do STF, o plenário deve analisar o pedido de apuração contra Moraes o quanto antes, e de forma pública, para dar satisfação à sociedade diante de indícios graves contra integrantes da Corte.
Nos bastidores, há expectativa de que um ministro pedirá para a sessão ser fechada ao público assim que ela começar. Caso a solicitação não seja atendida pela maioria do plenário, aumentaria a chance de haver pedido de vista, o que adiaria a discussão para um futuro incerto. Ainda assim, essa possibilidade não arrefeceria os ânimos, porque outros ministros poderiam antecipar seus votos mesmo após um pedido de vista.
Fonte: O Sul