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Chama Crioula chega a Carazinho após cavalgada de mais de 300 quilômetros

Carazinho

23 de agosto de 2026

Chama Crioula chega a Carazinho após cavalgada de mais de 300 quilômetros
A Chama Crioula permanecerá em Carazinho sob os cuidados dos tradicionalistas até o dia 13 de setembro
Fotos: GCC/Hanna de Lima

A Chama Crioula já está em Carazinho após uma jornada de mais de 300 quilômetros conduzida por cavaleiros desde a cerimônia de geração, em Rio Pardo. A centelha foi recebida neste domingo (23) e permanecerá sob os cuidados dos tradicionalistas até o dia 13 de setembro, quando será realizada a redistribuição para piquetes, grupos tradicionalistas e CTGs do município.

Um dos responsáveis pela condução da chama foi Gilberto Ross, o Giba, diretor de Cavalgada e integrante do grupo responsável pela tropa. Em entrevista, ele destacou a emoção e a responsabilidade de participar do trajeto.

“Para nós é uma alegria, uma satisfação muito grande poder percorrer mais de 300 quilômetros conduzindo essa chama, desde a geração até a chegada aqui em Carazinho”, afirmou.

Chuva, frio e mudanças de rota

A cavalgada foi marcada por diversos desafios. Segundo Giba, o percurso inicialmente previsto tinha cerca de 280 quilômetros, mas a necessidade de realizar desvios fez a distância ultrapassar os 300 quilômetros.

Os cavaleiros enfrentaram chuva intensa, vento e frio durante o trajeto. Um dos principais obstáculos ocorreu devido à elevação do nível de um rio que fazia parte da rota original.

“Devido a essa grande chuvarada, o rio encheu e não pudemos passar. Tivemos que desviar a rota, mas achamos um caminho alternativo maravilhoso, com cachoeiras e outros rios que pudemos passar por dentro”, relatou.

Apesar das dificuldades, o grupo conseguiu concluir a missão com segurança. Parte dos tradicionalistas que participou da jornada deve chegar a Sarandi na próxima quarta-feira (26).

Tradição passada para as novas gerações

Giba também destacou a participação das crianças durante a cavalgada e na cerimônia de chegada da Chama Crioula. Para ele, a presença dos pequenos representa a continuidade da cultura e das tradições gaúchas.

“O nosso legado vai ser passado adiante. Para nós é muita alegria poder ter os pequeninos junto conosco, cavalgando e já numa condição de chama. Uma responsabilidade que, desde pequeninos, eles já aprendem a ter”, destacou.

Redistribuição será no dia 13

A Chama Crioula permanecerá em Carazinho sob os cuidados dos tradicionalistas até o dia 13 de setembro. Na data, a centelha será levada à praça, às 9h, para a cerimônia de redistribuição aos piquetes, grupos e CTGs do município.

O momento também marcará oficialmente o início dos festejos farroupilhas em Carazinho.

Giba fez o convite à comunidade para participar da cerimônia e acompanhar mais um momento importante da tradição gaúcha no município.

A chegada da Chama Crioula representa o início de mais uma programação dedicada à preservação e valorização da cultura rio-grandense em Carazinho.