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Mesmo com retração no agronegócio, PIB gaúcho fica estável no primeiro trimestre

Estado

05 de agosto de 2026

Mesmo com retração no agronegócio, PIB gaúcho fica estável no primeiro trimestre
Queda na agropecuária do RS chegou a quase 10%.
Foto: Wenderson Araujo/Arquivo CNA

O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul se manteve estável entre janeiro e março, em relação ao trimestre anterior, mesmo com retração no setor do agronegócio. Conforme boletim oficial divulgado nessa segunda-feira (3), a variação foi de 0% na série com ajuste sazonal. Já na comparação com igual período no passado, houve leve alta de 0,4%.

Na composição setorial do indicador, a indústria teve crescimento de 0,9%, índice que nos serviços foi de 0,2%. Já a agropecuária apresentou retração de 9,9%, atribuída a quedas nas produções de arroz e fumo. Para o milho e a soja, as estimativas indicam aumentos de 21,8% e 34,6%, respectivamente, com efeitos concentrados no segundo trimestre. O documento também registra redução de 23,6% na área plantada de trigo.

As informações constam no Boletim de Conjuntura do Rio Grande do Sul, produzido pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE) da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG). O conteúdo reúne indicadores estaduais, nacionais e internacionais.

Mercado de trabalho

A taxa de desocupação ficou em 4% entre janeiro e março, o que representa 1,2 ponto percentual a menos que em igual período de 2025. Já o número de pessoas ocupadas permaneceu estável em 5,895 milhões.

O rendimento médio mensal real foi de R$ 4.127, com variação de 5,5% na comparação anual. A massa de rendimentos somou R$ 23,9 bilhões, aumento de 6,1% no mesmo intervalo.

No mercado formal, os dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho indicaram saldo negativo de 3.474 postos no trimestre encerrado em maio. No acumulado de 12 meses, o saldo foi positivo em 10.546 vagas. Os serviços registraram saldo de 19.921 postos, enquanto indústria, comércio e construção apresentaram resultados negativos.

Exportações e arrecadação

As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 9,844 bilhões no primeiro semestre, variação de 4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Destaque para produtos alimentícios e agropecuários, que cresceram 22,3%, enquanto os produtos de tabaco recuaram 25,2%.

A arrecadação de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), calculada a preços de junho de 2026, somou R$ 27,54 bilhões no primeiro semestre. O montante foi 3,2% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

“Cabe destacar, entretanto, que entre março e junho de 2025 o Estado arrecadou cerca de R$ 1,44 bilhão por meio do programa de regularização fiscal promovido no ano passado”, ressalta o portal estado.rs.gov.br.

Cenário nacional e internacional

O PIB brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao quarto trimestre de 2025, na série com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a variação foi de 1,8%.

Dentre os setores, foram registradas variações de 2% na agropecuária, 1% na indústria e 0,5% nos serviços. Nos componentes da demanda, a Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 3,5%, as importações aumentaram 4,4% e as exportações recuaram 1,7%.

A taxa de desocupação nacional ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio, enquanto o rendimento médio real foi de R$ 3.726. O IPCA acumulado em 12 meses até junho atingiu 4,64%, e a taxa Selic ficou em 14,25% ao ano.

No cenário externo, o Boletim de Conjuntura aponta desempenhos distintos entre as principais economias e aponta efeitos das tensões no Oriente Médio sobre o preço das commodities e as projeções de inflação. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima crescimento de 3% para a economia mundial neste ano.

Fonte: Redação O Sul