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Morre Bagre Fagundes, um dos maiores nomes da cultura gaúcha, aos 86 anos

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03 de agosto de 2026

Morre Bagre Fagundes, um dos maiores nomes da cultura gaúcha, aos 86 anos
Foto: Divulgação

O Rio Grande do Sul perdeu neste domingo (2) um de seus maiores representantes da cultura tradicionalista. Morreu, aos 86 anos, Bagre Fagundes, músico, compositor e integrante do grupo Os Fagundes. O artista estava internado desde maio, em Porto Alegre, e não resistiu a complicações decorrentes de uma parada cardiorrespiratória provocada por um engasgo durante um almoço em sua residência.

O velório será realizado no Palácio Piratini, em Porto Alegre, a partir das 10h desta segunda-feira (3), com cerimônia aberta ao público.

Ao lamentar a morte do artista, o governador Eduardo Leite destacou a importância de sua contribuição para a cultura gaúcha, afirmando que Bagre deixa um legado que permanecerá vivo na música, na tradição e na identidade do povo do Rio Grande do Sul.

Bagre Fagundes deixa a esposa, Marlene Vilaverde, e os filhos Ernesto (Neto), Euclides, Luciana e Paulinho.

Legado para a cultura gaúcha

Natural de Uruguaiana e criado em Alegrete, Bagre Fagundes construiu uma trajetória dedicada à valorização da música regional e das tradições gaúchas. Ao lado do irmão Nico Fagundes, que morreu em 2015, e de seus filhos, integrou o grupo Os Fagundes, referência no tradicionalismo e responsável por levar a cultura do Rio Grande do Sul a diferentes gerações.

Ao lado de Nico, também foi coautor de “Canto Alegretense”, uma das canções mais emblemáticas da música gaúcha. Inspirada na ligação da família com Alegrete, a composição tornou-se um verdadeiro símbolo de identidade para os gaúchos e permanece como um dos maiores clássicos do repertório regional.

Durante décadas, Bagre Fagundes participou de festivais, programas de rádio e televisão e apresentações em diversas regiões do Estado e do país. Reconhecido pelo compromisso com a preservação da cultura tradicionalista, consolidou seu nome como uma das figuras mais importantes da música nativista e do folclore gaúcho, deixando uma contribuição que seguirá presente na história cultural do Rio Grande do Sul.