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Aeroportos regionais vão receber com R$ 102 milhões em investimentos

Notícias

29 de julho de 2026

Aeroportos regionais vão receber com R$ 102 milhões em investimentos
Foto: Divulgação

A partir desta quarta-feira (29), os aeroportos Lauro Kurtz, em Passo Fundo, e Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, passam a ser operados pela ON8 Concessões, empresa do ECB Group. O contrato tem duração de 30 anos e prevê aproximadamente R$ 102,23 milhões em investimentos diretos nos dois aeroportos: R$ 35,99 milhões em Passo Fundo e R$ 66,24 milhões em Santo Ângelo.

A concessão transfere à empresa a responsabilidade pela operação, manutenção, modernização e expansão da infraestrutura, mas os aeroportos continuam sendo bens públicos. Na prática, a ON8 passa a cuidar do funcionamento dos serviços aos passageiros, da conservação das estruturas e da execução do plano de melhorias fiscalizado pelo poder concedente e pelos órgãos reguladores.

As mudanças não ocorrerão todas ao mesmo tempo. Nas primeiras semanas, a expectativa é de intervenções mais visíveis e de rápida implantação, como comunicação e sinalização, Wi-Fi, limpeza, manutenção e reorganização de rotinas operacionais, dos acessos e das áreas de embarque e desembarque. As obras de maior porte exigem projetos executivos, licenças ambientais, autorizações e planejamento para que os aeroportos continuem funcionando com segurança durante os trabalhos.

O principal ciclo de obras obrigatórias está organizado em 36 meses contados de 3 de junho de 2026, data em que o contrato se tornou eficaz. Até 3 de junho de 2029, devem ser concluídas as ampliações dos terminais, os novos pátios, as pistas de táxi, os sistemas de energia, os estacionamentos e as demais estruturas previstas para cada aeroporto.

Uma fase mais ampla de adequação pode avançar até 72 meses, enquanto a manutenção e as expansões associadas ao aumento da demanda permanecem como obrigação ao longo de toda a concessão.

“Passo Fundo e Santo Ângelo já são referências no agronegócio, na saúde e no turismo. As comunidades têm grande expectativa no que faremos. É nosso compromisso trabalhar muito para termos dois aeroportos modernos e que contribuam para o desenvolvimento dessas regiões e de todo o Estado”, explica Erasmo Carlos Battistella, presidente do ECB Group.

A estratégia parte de uma visão regional. Em Passo Fundo, a infraestrutura aérea se conecta à força do agronegócio, da agroindústria, da saúde, da tecnologia, da educação e dos serviços. Em Santo Ângelo, o aeroporto aproxima a Região das Missões da capital e de outros mercados, com impacto potencial sobre turismo, negócios, acesso a serviços e integração territorial.

Os dois aeroportos terão obras diferentes. Passo Fundo receberá um terminal ampliado, um pátio para receber até cinco aeronaves, pista de táxi, reforço no abastecimento de energia e estacionamento com no mínimo 219 vagas. Santo Ângelo terá terminal ampliado, nova pista de táxi, pátio para três aeronaves de porte grande, reforço de energia e estacionamento com pelo menos 91 vagas.

Aeroporto de Passo Fundo terá terminal e pátio ampliados e estacionamento com 219 vagas

O Aeroporto Lauro Kurtz receberá R$ 35,99 milhões em investimentos previstos no contrato de concessão. As intervenções foram planejadas para ampliar a capacidade de atendimento e preparar a infraestrutura para o crescimento da demanda.

As primeiras mudanças serão a instalação de um segundo equipamento de raio-X para monitorar as bagagens, a disponibilização de sinal de internet Wi-Fi de alta velocidade e melhorias na manutenção dos principais itens de conforto dos passageiros, como ar-condicionado e cadeiras.

Já as obras, que devem se estender por 36 meses a partir do início de 2027, serão concentradas na ampliação do terminal. A estrutura deverá ter área e equipamentos capazes de processar pelo menos 159 passageiros domésticos por hora no embarque e outros 159 no desembarque, com check-in simultâneo de dois voos. Também está prevista a ampliação do pátio para acomodar, simultaneamente, pelo menos cinco aeronaves.

O estacionamento de veículos terá 219 vagas até o fim do ciclo de 36 meses. Também estão previstas adequações de drenagem, sinalização horizontal, auxílios visuais e abastecimento de energia para suportar as novas estruturas.

“Em Passo Fundo, a prioridade imediata é manter a operação segura e melhorar a experiência de quem usa o aeroporto. Ao mesmo tempo, avançaremos nos projetos, licenciamentos e obras que ampliarão o terminal, o pátio e a capacidade de atendimento. Cada etapa será comunicada com clareza para que a comunidade saiba o que está sendo feito e qual é o próximo marco”, diz Jocel Gadens, diretor-administrativo da ON8.

Obras obrigatórias em Passo Fundo

ÁreaO que mudaPrazo máximo
TerminalAmpliação e equipamentos para 159 passageiros por hora no embarque e no desembarque3/6/2029
PátioPátio ampliado para cinco aeronaves3/6/2029
Pista de táxi ARevitalização da pista de taxi existente3/6/2029
EnergiaAmpliação do sistema e instalação de novos equipamentos3/6/2029
EstacionamentoAmpliação para no mínimo 219 vagas e melhoria dos sistemas de TI3/6/2029
OperaçãoAdequação para aeroporto ser habilitado para operações por instrumentos.3/6/2029

Além do contrato: aeroporto de cargas e aviação executiva

Passo Fundo tem ainda obras extras que serão comunicadas separadamente das obrigatórias. A Prefeitura e a ON8 apresentaram um projeto de R$ 36 milhões para alargar a pista dos atuais 30 metros para 45 metros e viabilizar a infraestrutura aeroportuária para restabelecer a operação de aeronaves tipo 4C (de maior envergadura).

A iniciativa também prevê estudos para um Terminal de Cargas Aéreas modular, com aproximadamente 1,5 mil metros quadrados, áreas de armazenagem, espaços administrativos e integração com o transporte rodoviário. Esse projeto não integrava o pacote original da concessão. A possibilidade de ampliar a aviação executiva e disponibilizar áreas para hangares também existe, mas a construção das estruturas pode depender de parceiros privados interessados.

Santo Ângelo receberá novo pátio e pista de táxi

O Aeroporto Sepé Tiaraju terá investimentos de R$ 66,24 milhões para ampliar a capacidade de atendimento e qualificar uma infraestrutura estratégica para Santo Ângelo e toda a Região das Missões.

O terminal de passageiros será ampliado e deverá oferecer área e equipamentos para processar, no mínimo, 173 passageiros domésticos por hora no embarque e outros 173 no desembarque. O pacote inclui sistemas de tecnologia, equipamentos eletromecânicos e recursos de segurança operacional.

Na área operacional, serão implantados uma pista para o deslocamento de aeronaves e um pátio. A nova estrutura deverá permitir o estacionamento simultâneo e independente de três aeronaves de médio porte. O aeroporto também ganhará uma nova seção contra incêndio, com edificação e pavimentos próprios, além de reforço no sistema de energia elétrica.

O estacionamento destinado aos usuários terá 91 vagas ao fim do ciclo de 36 meses. Também estão previstas intervenções no viário do terminal, sinalização horizontal, auxílios visuais e adequações necessárias à operação aeroportuária.

“Em Santo Ângelo, vamos combinar continuidade operacional com uma transformação estrutural importante. O novo pátio, a pista de táxi, a Seção Contra Incêndio e a ampliação do terminal precisam avançar em sequência, com licenciamento, segurança e o menor impacto possível para passageiros e companhias aéreas”, explica Jocel Gadens,  diretor-administrativo da ON8.

Obras obrigatórias em Santo Ângelo

ÁreaO que mudaPrazo máximo
TerminalAmpliação e equipamentos para 173 passageiros por hora no embarque e no desembarque3/6/2029
Pátio 2Novo pátio para três aeronaves3/6/2029
Pista de táxi CNova pista de táxi com pavimento, drenagem, sinalização e auxílios visuais3/6/2029
Nova SCINova Seção Contra Incêndio, com pavimentos e edificação3/6/2029
EnergiaAmpliação do sistema e instalação de novos equipamentos3/6/2029
EstacionamentoAmpliação para no mínimo 91 vagas3/6/2029
OperaçãoAdequação para aeroporto ser habilitado para operações por instrumentos.3/6/2029

Linha do tempo de Passo Fundo

  • Julho de 2026: assume o aeroporto e implementa melhorias imediatas, como Wi-Fi de alta qualidade, melhorias na sinalização interna e externa, manutenção, disponibilização de um segundo equipamento de raio-X e novo pórtico.
  • Até 36 meses: ampliação do pátio e do terminal, conclusão da pista de táxi D, drenagem, sinalização, auxílios visuais, equipamentos de segurança, sistemas de tecnologia, estacionamento com pelo menos 219 vagas e implantação de uma área coberta para veículos de embarque e desembarque.

Linha do tempo de Santo Ângelo

  • 2026: assume o aeroporto e implementa melhorias imediatas, como Wi-Fi de alta qualidade, melhorias na sinalização interna e externa e manutenção dos equipamentos existentes.
  • Até 36 meses: projetos executivos do terminal, da pista de táxi C, do Pátio 2, da nova Seção Contraincêndio de Aeródromo (SCI) e da rede de energia, serviços preliminares e novos pavimentos, melhorias nos equipamentos de segurança e estacionamento com pelo menos 91 vagas;

Antes do início das obras, vêm os projetos, as aprovações e o licenciamento

Uma obra aeroportuária começa com um anteprojeto. Pátios, pistas de táxi, terminais, sistemas elétricos e estruturas de segurança precisam ser compatíveis entre si, com a operação das aeronaves e com as normas ambientais e urbanísticas. Um conjunto de desenhos, memoriais, especificações e cálculos devem mostrar o que será feito e como o cronograma será cumprido.

O contrato determina que a empresa atenda ao licenciamento ambiental, às regras de uso do solo e zoneamento urbano, às condicionantes do controle do espaço aéreo e às responsabilidades técnicas perante os conselhos profissionais.

“Projetos aeroportuários exigem licenciamento e aprovação técnica, e vamos trabalhar em cooperação com os órgãos responsáveis para cumprir cada etapa. À ON8 cabe planejar, protocolar com qualidade, acompanhar os processos e informar a comunidade sempre que houver um novo marco ou necessidade de ajuste”, conta Jocel Gadens.

ON8 assume gestão dos aeroportos por 30 anos

A ON8 é uma empresa do ECB Group dedicada à gestão de concessões e ativos de infraestrutura. Pelos próximos 30 anos, será responsável pela operação, manutenção, modernização e expansão dos aeroportos Lauro Kurtz, em Passo Fundo, e Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo.

A administração dos dois terminais será liderada por Jocel Gadens, diretor administrativo e aeroportuário da ON8. Engenheiro com mais de 25 anos de experiência em grandes projetos, Gadens atuou em empresas como John Deere, Gerdau e Fraport. Também foi diretor financeiro dos aeroportos de Porto Alegre e Fortaleza.

Em Passo Fundo, a gerência aeroportuária ficará a cargo de Elton Alvarenga, profissional com mais de 25 anos de atuação no setor aéreo. Com passagens por LATAM, Azul e AENA, empresa responsável pela administração de 17 aeroportos no país. A coordenação operacional será conduzida por Everton Hiemer, que possui mais de 18 anos de experiência em operações e gestão aeroportuária e já trabalhou em empresas como LATAM e Fraport.

No Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a gerência será exercida por Odone Bizz, com mais de 30 anos de atuação na Infraero, além de experiência na gestão de operações aeroportuárias em terminais como Manaus, Belém e no aeroporto de Santo Ângelo. A coordenação aeroportuária ficará sob responsabilidade de Marcelo Severo, que possui mais de 20 anos de atuação em companhias aéreas e operações aeroportuárias, com passagens por TAM/LATAM, Azul, Copa Airlines, Real Aviation e Swissport.

A ON8 também contará com o suporte de empresas parceiras especializadas em infraestrutura, engenharia e desenvolvimento de projetos aeroportuários. Entre elas está a Egis, grupo internacional com atuação em consultoria, engenharia e operação de grandes projetos de infraestrutura em todo o mundo.

A operação também terá apoio da Intertechne, empresa brasileira reconhecida pela participação em projetos como a Usina de Belo Monte e o Aeroporto de Porto Alegre. Além disso, o escritório Lângaro Arquitetura será responsável pelo desenvolvimento de soluções integradas aos projetos locais, contribuindo para a modernização e funcionalidade das novas estruturas aeroportuárias.

O Brasil que produz precisa estar conectado

Erasmo Carlos Battistella, presidente do ECB Group

Quem empreende no interior conhece o custo da distância. Em um país continental, conectar as regiões é condição para o desenvolvimento. O Brasil produz de forma descentralizada, mas ainda se conecta de maneira concentrada nas capitais.

Aeroportos regionais reduzem distâncias, aproximam empresas e mercados, facilitam a circulação de pessoas e ampliam o acesso a serviços, negócios e oportunidades. Também fortalecem a malha aérea nacional ao levar mais brasileiros aos grandes centros de conexão.

Neste 29 de julho, a ON8 inicia a operação do Aeroporto Lauro Kurtz, em Passo Fundo, e do Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo. É o começo de uma trajetória de longo prazo, que exigirá investimento, planejamento, segurança operacional, diálogo com as comunidades e cooperação com o poder público, os órgãos reguladores e as companhias aéreas.

Fortalecer a aviação regional é oferecer infraestrutura compatível com a contribuição que essas regiões já dão ao país. Quando o interior está mais conectado, todo o Brasil avança.

A transformação de um aeroporto começa pela operação


Jocel Gadens, diretor administrativo e aeroportuário da ON8

Quando uma empresa assume a gestão de um aeroporto, a primeira entrega não é uma obra. É a continuidade segura da operação. É com essa responsabilidade que a ON8 assume os aeroportos de Passo Fundo e Santo Ângelo. Nos primeiros dias, nosso trabalho estará concentrado em acompanhar os fluxos e revisar procedimentos.

Ao mesmo tempo, começamos a preparar as transformações estruturais previstas para os dois aeroportos. Obras aeroportuárias exigem levantamentos, projetos, licenças, aprovações técnicas e planejamento para que os terminais continuem funcionando durante os trabalhos. Cabe à ON8 executar cada etapa com segurança, reduzir os impactos para passageiros e companhias aéreas e comunicar a evolução com transparência.

Modernizar a infraestrutura é fundamental. Mas um aeroporto só entrega todo o seu valor quando essa estrutura está acompanhada de uma operação eficiente e atenta às pessoas. É por aí que começamos: cuidando da operação de hoje enquanto preparamos os aeroportos que essas regiões precisarão no futuro.


Canais oficiais da ON8: