Zucco recebe Medalha do Mérito Farroupilha e reafirma coragem e liderança para enfrentar os desafios do RS
30 de junho de 2026
Ao lado da família, de lideranças políticas e autoridades, o deputado federal Luciano Zucco (PL) recebeu, nesta terça-feira (30), a Medalha do Mérito Farroupilha, considerada a mais alta honraria concedida pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Proposta pelo deputado estadual Capitão Martim (Republicanos), a homenagem lotou o Teatro Dante Barone, em Porto Alegre.
Em um discurso marcado por referências à sua trajetória pessoal, militar e política, Zucco relembrou a infância, a influência da mãe, professora, e os 27 anos de carreira no Exército Brasileiro, onde atuou como paraquedista, sniper, mestre de salto, comandante de operações no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, além de integrar equipes responsáveis pela segurança de chefes de Estado. Ao agradecer a homenagem, afirmou que a honraria aumenta ainda mais a sua responsabilidade com com os gaúchos e as gaúchas e com o Rio Grande do Sul. Além disso, enalteceu o papel do parlamento gaúcho e reiterou a necessidade dos deputados serem mais ouvidos.
“A Medalha que recebo carrega o legado dos nossos heróis farroupilhas. Eu também aprendi, dentro de uma casa simples, que a coragem é a mãe de todas as virtudes. Foi essa vontade de servir, de cuidar de quem precisa, de acolher quem sofre, que um dia me moveu para a vida pública. Não foi ambição de poder, foi esperança, A esperança de que dias melhores são possíveis e de que vale a pena lutar por todos eles”, afirmou.
Ao recordar sua atuação como deputado estadual e federal, iniciada em 2019, Zucco destacou projetos como as leis de combate ao abigeato, de transparência nas obras públicas, das escolas cívico-militares e a Lei Manu, voltada ao enfrentamento do câncer infantil. Também mencionou iniciativas no Congresso Nacional, entre elas a presidência da CPI do MST, a criação da Frente Parlamentar Invasão Zero, a atuação contra o aumento de impostos e a articulação em defesa da aprovação da renegociação das dívidas dos produtores rurais.
Três horizontes para o Rio Grande do Sul
Ao falar sobre os desafios políticos e econômicos enfrentados pelo Brasil e pelo Rio Grande do Sul, Zucco fez uma análise do momento vivido pelo Estado, reconheceu avanços conquistados nos últimos anos, mas enfatizou que o próximo ciclo precisa ser marcado por crescimento econômico, geração de oportunidades e melhoria da vida das pessoas.
Durante o pronunciamento, afirmou que o RS está diante da possibilidade de três horizontes diferentes para o futuro. Segundo ele, o primeiro seria o da continuidade do atual modelo de gestão, que classificou como insuficiente para acelerar o desenvolvimento do Estado. O segundo representaria a adoção de um modelo de esquerda, que, na avaliação do parlamentar, reproduz experiências que não deram resultado no país. Já o terceiro caminho, este defendido por Zucco, passa por destravar o potencial do Rio Grande do Sul, reduzir a burocracia, fortalecer a capacidade de articulação em Brasília, ampliar a competitividade e impulsionar o crescimento econômico, preservando a responsabilidade com as contas públicas e garantindo um choque de infraestrutura.
“Há um caminho diferente para o Rio Grande do Sul: destravar o Rio Grande do Sul, liberar a força do povo, fazer o governo funcionar na vida das pessoas, reduzir burocracia, ter mais força política em Brasília e fazer este Estado voltar a crescer, sem jamais abandonar a responsabilidade com as contas públicas”, pontuou.
Ao final do discurso, o parlamentar disse que é preciso mais coragem para enfrentar os desafios históricos do Estado, citando o endividamento das famílias, as longas filas de espera na saúde, a crise enfrentada pelo agronegócio e a perda de competitividade provocada pelos gargalos de infraestrutura.
“Recebo esta medalha, sobretudo, com a sensação de compromisso. Não como ponto de chegada. Porque a mesma canoa que um dia atravessou um rio para me salvar a vida, segue sendo, para mim, o símbolo de tudo o que ainda falta fazer: não esperar a margem segura, não temer a travessia, ir buscar, onde for preciso, o que falta para que cada gaúcho tenha, de novo, garantido o seu futuro aqui, na sua terra”, concluiu.