Não-Me-Toque alcança meta de cobertura vacinal contra o HPV
17 de junho de 2026
O município de Não-Me-Toque conseguiu superar a meta de 90% na vacinação contra o HPV pela primeira vez desde 2014, quando foi incluída no Calendário Nacional de Vacinação. A cobertura vacinal chegou a 97,86% entre crianças e adolescentes de 9 a 14 anos.
A Saúde recebeu uma certificação neste mês de junho, em evento realizado no Ministério Público. Em entrevista ao Grupo Ceres de Comunicação, a secretária de Saúde, Liliane Erpen, destaca o resultado alcançado.
“Mostrou nosso trabalho principalmente na cobertura vacinal contra o HPV, um vírus que pode provocar câncer tanto no homem como na mulher”, relata a chefe da pasta.
A secretária observa que ocorre um impacto direto quando ocorre uma grande quantidade de imunizações. Segundo ela, “menos pessoas com câncer, fundamental para a qualidade de vida e menor circulação viral”, ressalta.

As vacinas estão disponíveis na Sala de Vacinas na Unidade Básica de Saúde Central (UBS) de forma gratuita presente no calendário básico de vacinação. “Essa vacina é ampliada para o tratamento para mulheres com câncer de colo de útero”, menciona.
A entrevista está disponível na página do Facebook e Instagram (@cerespositiva) do Grupo de Comunicação.
O que é o HPV
O HPV (papilomavírus humano) é um vírus que afeta a pele e as mucosas, sendo a infecção sexualmente transmissível (IST) mais comum no mundo. Existem mais de 200 tipos de HPV, alguns dos quais podem causar verrugas anogenitais (região genital e ânus), enquanto outros estão associados a tumores malignos, como o câncer de colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta. A vacinação contra o HPV, oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS_, é a forma mais eficaz de prevenção, aliada ao uso de preservativos (internos ou externos), que ajudam a reduzir o risco de contágio. (Fonte: Ministério da Saúde).
Quem pode se vacinar:
– A vacina é indicada para meninas e mulheres de 9 a 26 anos de idade e meninos de 9 a 14 anos. A imunização deve acontecer, preferencialmente, entre 9 e 14 anos, quando é mais eficaz, segundo o Ministério da Saúde;
– Pessoas com HIV positivo;
– Pessoas transplantadas na faixa etária de 9 a 45 anos.
Abaixo a entrevista em áudio: