Operação prende 20 pessoas por lavagem de dinheiro oriundo da venda de armas ilegais e tráfico de drogas
02 de junho de 2026
A Polícia Civil, por intermédio da 2ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico (2ªDIN/Denarc), deflagrou na manhã desta terça-feira a Operação Penhor, dando cumprimento a 94 medidas cautelares na região metropolitana de Porto Alegre. O alvo da ofensiva é uma organização criminosa estruturada, voltada ao comércio ilegal de armas de fogo, à lavagem de dinheiro e a outros crimes conexos, com atuação nos municípios de Porto Alegre, Gravataí, Cachoeirinha e Cidreira.
Dentre as ordens judiciais, estão 24 mandados de prisão preventiva, 22 mandados de busca e apreensão, 36 sequestros de veículos, dois sequestros de imóveis e dez bloqueios de contas bancárias. A ação ocorre no âmbito da Operação Narke VI, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A operação resultou, até o momento, na prisão de 20 investigados, além da apreensão de 30 mil reais em dinheiro, oito veículos, uma motoaquática e três armas de fogos.
As investigações tiveram início após informações indicando a atuação de indivíduos envolvidos com o comércio clandestino de armas de fogo na região metropolitana de Porto Alegre, especialmente nos municípios de Cachoeirinha e Gravataí.
No decorrer das diligências, foi identificada uma estrutura criminosa organizada, estável e com divisão funcional de tarefas, responsável pela aquisição, circulação, armazenamento, negociação e abastecimento de armas de fogo e munições em favor de organização criminosa oriunda da região do Vale dos Sinos.
“As apurações demonstraram também que o grupo utilizava operadores financeiros, interpostas pessoas e empresas formalmente constituídas para ocultar e dissimular valores provenientes das atividades ilícitas, evidenciando sofisticada estrutura patrimonial voltada à lavagem de capitais e à manutenção financeira da organização criminosa”, disse o delegado Wesley Lopes.
A operação recebeu o nome “Penhor” em razão de diálogo interceptado no curso das investigações, no qual uma liderança da organização criminosa demonstra inconformismo com a cobrança de valores decorrentes do empenho de uma arma de fogo realizado entre integrantes do próprio grupo criminoso, evidenciando o contexto de circulação clandestina de armamentos apurado pela investigação.
As diligências seguem em andamento para a localização de foragidos, apreensão de novos elementos probatórios e o aprofundamento das investigações patrimoniais e financeiras vinculadas ao grupo criminoso.
O delegado Wesley Lopes destacou que a investigação permitiu identificar uma estrutura criminosa organizada e voltada ao fortalecimento bélico de grupo criminoso atuante no estado, evidenciando não apenas o comércio clandestino de armas de fogo, mas também mecanismos estruturados de ocultação patrimonial e lavagem de capitais. As medidas patrimoniais deferidas representam importante instrumento de descapitalização da organização criminosa e de enfraquecimento de sua capacidade operacional”.
Fonte: Correio do Povo