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Polícia Civil gaúcha usará ferramenta de inteligência artificial em registros de violência contra as mulheres

Polícia

10 de maio de 2026

Polícia Civil gaúcha usará ferramenta de inteligência artificial em registros de violência contra as mulheres
O recurso permite identificar sinais de perigo no ambiente doméstico, avaliar a gravidade das situações e auxiliar a atuação policial
Foto: Divulgação

A Polícia Civil gaúcha começa a adotar a partir desta segunda-feira (11), em todas as delegacias do Estado, um serviço de digitalização e análise por IA (inteligência artificial) com base no Fonar (Formulário Nacional de Avaliação de Risco).

O recurso permite identificar sinais de perigo no ambiente doméstico, avaliar a gravidade das situações e auxiliar a atuação policial com mais rapidez na prevenção de novas agressões às mulheres. A ferramenta foi lançada pelo DTIP (Departamento de Tecnologia da Informação Policial) no dia 30 de abril. Na semana passada, policiais civis de todo o Rio Grande do Sul passaram por treinamento.

Atualmente, o Fonar é preenchido quando a vítima registra ocorrência em uma delegacia física ou na DOL (Delegacia Online). Na Polícia Civil gaúcha, o Fonar está disponível no módulo Ocorrência do Sistema de Polícia Judiciária e na DOL. No atendimento presencial, o Fonar pode ser completado pelo policial civil diretamente no SPJ (Sistema de Polícia Judiciária) – forma já difundida – ou preenchido de forma híbrida (documento impresso e sistema).

Impresso, o formulário será respondido pela vítima à caneta. Depois, será escaneado e, caso necessário, será complementado com as respostas dos policiais diretamente no SPJ, com apoio de inteligência artificial. A ferramenta atuará como recurso interpretativo das respostas no processo de digitalização.

Como resultado, todas as respostas geradas no contexto de violência doméstica e familiar no Estado serão armazenadas de forma mais adequada e estruturada. Elas irão compor ferramentas estatísticas, relatórios, mapas e outros documentos, a fim de subsidiar decisões e políticas públicas nos âmbitos estadual e nacional, de forma a ampliar as ações da Secretaria da Segurança Pública e do governo do Estado, oferecendo mais proteção às vítimas.

A digitalização do formulário auxiliará os policiais na coleta e na análise de dados gerados durante o registro de ocorrências. Compreender melhor os crimes relacionados à Lei Maria da Penha permite identificar fatores de risco, bem como apontar sua gravidade.

Para a diretora da Divisão de Sistemas do DTIP e da DOL, delegada Viviane Pinto, o Fonar é um avanço estratégico na proteção das mulheres no Brasil. Segundo ela, a Polícia Civil vem aprimorando suas atividades com tecnologia e, agora, concretiza a aplicação da IA ao seu principal sistema, auxiliando a prestação do serviço policial, fortalecendo a utilização de instrumentos que qualificam as políticas públicas relacionadas à proteção às mulheres.

“A ferramenta vem trazer mais proteção, prevenção e cuidado com as mulheres. A vítima responde o formulário no seu tempo e, com o novo sistema, a análise, a interpretação e a estruturação dos dados podem facilitar o atendimento, além de agilizar o encaminhamento ao Judiciário. A digitalização e a análise fortalecem ainda o compartilhamento de informações e a atuação integrada das forças de segurança”, disse.

Fonte: Redação O Sul