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Justiça argentina mantém confisco de bens de Cristina Kirchner após condenação por corrupção

Mundo

25 de abril de 2026

Justiça argentina mantém confisco de bens de Cristina Kirchner após condenação por corrupção
Foto: Arquivo/Casa Rosada

Um tribunal de recursos da Argentina confirmou a decisão de instância inferior e manteve o confisco de bens da ex-presidente Cristina Kirchner, no âmbito da condenação por corrupção que resultou em pena de seis anos de prisão.

A Justiça já havia determinado que Kirchner e outros condenados no caso paguem cerca de US$ 500 milhões em indenizações. A defesa da ex-presidente contestou a medida, mas a decisão foi mantida.

Em junho do ano passado, a Suprema Corte da Argentina confirmou a condenação de 2022 e proibiu Kirchner de exercer cargos públicos. A ex-presidente cumpre prisão domiciliar em um apartamento em Buenos Aires, de onde segue à frente do partido peronista Justicialista.

O caso investiga um esquema de fraude envolvendo o direcionamento de obras rodoviárias na região da Patagônia, especialmente na província de Santa Cruz, base política da família Kirchner. Segundo a acusação, contratos públicos teriam favorecido empresas do empresário Lázaro Báez, com indícios de superfaturamento e obras não concluídas.

De acordo com o jornal La Nación, Kirchner teria transferido bens, incluindo hotéis e apartamentos, para os filhos como adiantamento de herança.

O Ministério Público chegou a pedir pena de 12 anos de prisão, posteriormente reduzida para seis anos. O Código Penal argentino prevê ainda a inelegibilidade para condenados por esse tipo de crime.

O julgamento teve início em 2019 e é considerado um dos mais relevantes da história recente do país. Para o promotor Diego Luciani, trata-se de “provavelmente a maior manobra de corrupção já conhecida na Argentina”.

Em setembro de 2022, quando ainda ocupava a vice-presidência, Kirchner foi alvo de uma tentativa de assassinato no bairro da Recoleta, em Buenos Aires. O autor, Fernando André Sabag Montiel, apontou uma arma contra a ex-presidente, que falhou no momento do disparo. Ele foi preso e condenado a 10 anos de prisão.