“Uma civilização inteira morrerá esta noite”, ameaça Trump
07 de abril de 2026
“Uma civilização inteira morrerá esta noite e nunca mais se levantará”. Esta é a mais recente ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O político usou mais uma vez a rede Truth Social para avisar que poderá intensificar os ataques no território do Irã. A manifestação foi repercutida nesta terça-feira pelo jornal Al Jazeera.
Trump ainda colocou que não gostaria de atacar os iranianos. “Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente irá acontecer. No entanto, agora que temos uma mudança total de regime, em que diferentes, mais espertas e menos radicalizadas mentes prevalecem, talvez algo maravilhosamente revolucionário ocorra”, escreveu.
O presidente americano ainda afirmou que trata-se de “um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. “Quem sabe? Nós saberemos esta noite. São 47 anos de extorsão, corrupção e morte que finalmente irão acabar. Que Deus abençoe o povo do Irã”, completou.
Prazo se esgotando
O prazo para o acordo de cessar-fogo na guerra Oriente Médio se esgota nesta terça-feira e as negociações de mediação já estão em uma fase crítica. Nenhuma das partes aceitou efetivamente sentar para conversar. O Paquistão tem mediado os contatos, mas sem evolução.
Enquanto isso, novos ataques foram registrados nas primeiras horas desta terça. O Exército israelense anunciou uma “onda” de ataques aéreos “com o objetivo de danificar a infraestrutura do regime terrorista iraniano em Teerã e outras áreas do Irã”.
O exército israelense também advertiu nesta terça os iranianos a evitarem as viagens de trem até 17h30 GMT (14h30 de Brasília), em uma mensagem publicada no X que prenuncia futuros ataques contra a rede ferroviária da República Islâmica.
Ponto central do acordo
Vigiado desde o início da guerra, o Estreito de Ormuz está fechado para embarcações que têm relação com Estados Unidos e Israel, o que acaba afetando economias de diversos países, incluindo o Brasil.
Para Trump, o Estreito precisa ser aberto o quanto antes, mas os iranianos mantêm o monitoramento da passagem e atacam navios considerados inimigos.
Exigências foram enviadas ao Irã, que recusou todas elas. Para o governo iraniano, uma negociação só seria possível se houvesse uma compensação dos estragos provocados por americanos e israelenses e se o país não voltasse a ser atacado indefinidamente.
Um total de 221 embarcações de transporte de petróleo, gás ou outros produtos cruzaram o Estreito de Ormuz, a maioria procedente ou com destino ao Irã, de 1º de março a 3 de abril, segundo uma análise da AFP com dados da Kpler. Alguns navios cruzaram várias vezes esta via marítima bloqueada pelo Irã, de modo que o número total de travessias é de 240, de acordo com dados desta empresa que compila informações marítimas.
Em 122 casos, estavam vazios, e em 118, carregados. Desde o início da guerra no Oriente Médio, quase seis em cada dez travessias foram de navios procedentes do Irã ou com destino a este país, proporção que sobe para 64% quando transportam carga. Entre os demais países destacam-se: Emirados Árabes Unidos (20% do total de travessias), China (15%), Índia (14%), Arábia Saudita (8%), Omã (8%), Brasil (6%) e Iraque (5%).
Fonte: Correio do Povo