Queda de avião no litoral gaúcho: o que se sabe sobre a tragédia que matou quatro pessoas
04 de abril de 2026
As causas da queda de um avião de pequeno porte em Capão da Canoa, no Litoral Norte do Estado, ainda serão apuradas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. O acidente ocorreu na manhã desta sexta-feira (3), logo após a decolagem, e deixou quatro mortos.
Entre as vítimas estão os empresários Déborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani, além do sócio de empresa de aviação Renan Saes e do piloto Nelio Pessanha.
A aeronave caiu poucos instantes após deixar o aeroporto municipal, atingindo uma casa, uma loja e um restaurante na Avenida Valdomiro Cândido dos Reis, em área residencial. Apesar do impacto e do incêndio registrado após a queda, não houve feridos entre moradores, conforme a Defesa Civil do Rio Grande do Sul.
De acordo com informações preliminares, o avião havia saído de São Paulo, feito escala em Criciúma (SC) para abastecimento e pousado em Capão da Canoa para embarque do casal Ortolani. O destino final seria o interior paulista, com pouso previsto em Itápolis, cidade próxima a Ibitinga.
Os empresários eram ligados à Feira do Bordado de Ibitinga, um dos principais encontros do setor no país. Eles dividiam residência entre Xangri-Lá, no litoral gaúcho, e Ribeirão Preto (SP).
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que a aeronave perde altitude e colide contra as edificações. Vídeos gravados por moradores também registraram fumaça intensa e fogo após o impacto. Por precaução, imóveis próximos foram evacuados devido ao risco de explosão.
Especialistas apontam que o avião pode ter entrado em situação de “estol”, quando perde sustentação por falta de velocidade. Segundo o especialista em gerenciamento de riscos Gerardo Portela, essa condição pode estar relacionada a falha no motor ou problemas no combustível, especialmente por ter ocorrido logo após a decolagem.
Outra linha de análise considera fatores como o peso da aeronave, o plano de voo, a quantidade de combustível e até as condições do piloto, como nível de descanso. Todos esses elementos deverão ser verificados na investigação oficial.
O Cenipa será responsável por apurar as circunstâncias do acidente, com base em dados técnicos, registros de voo e análise dos destroços.