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Com querosene de aviação em alta, governo deve anunciar crédito emergencial para empresas aéreas

Economia

31 de março de 2026

Com querosene de aviação em alta, governo deve anunciar crédito emergencial para empresas aéreas
A escalada dos preços do combustível está relacionada com a guerra no Oriente Médio
Foto: Arquivo/Mtur

O governo federal deve anunciar nesta terça-feira (31) um pacote de medidas para conter a alta do querosene de aviação (QAV), entre elas a liberação de uma linha de crédito emergencial para as companhias aéreas.

O reajuste mensal do combustível está previsto para entrar em vigor nesta quarta (1º). A expectativa do setor é de uma nova alta relevante, possivelmente superior à registrada em março, quando o aumento chegou a quase 10%.

A escalada dos preços está relacionada ao cenário internacional, especialmente ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que resultou no fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de petróleo. O impacto tem sido direto sobre os custos da aviação.

Uma das medidas, segundo informações divulgadas pela CNN, é a oferta de crédito com recursos do Fnac (Fundo Nacional de Aviação Civil), permitindo que as empresas tenham acesso a financiamento para aquisição de combustível, reduzindo a pressão de curto prazo sobre o caixa.

O governo avalia a redução temporária de tributos, como PIS/Cofins sobre o querosene de aviação, além de cortes no IOF sobre operações financeiras das companhias aéreas e no Imposto de Renda incidente sobre o leasing de aeronaves.

As propostas vêm sendo discutidas entre o Ministério de Portos e Aeroportos, Casa Civil, Petrobras, Ministério da Fazenda e Ministério de Minas e Energia. No fim de semana, a pasta de Portos e Aeroportos enviou ofício aos órgãos envolvidos pedindo providências para evitar um aumento expressivo do combustível.

No documento, o ministério solicita a adoção de medidas que ajudem a “atenuar o aumento no preço do QAV, garantindo, assim, a preservação da conectividade aérea e a continuidade do crescimento”.

Fonte: Redação O Sul