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Bolsonaro recebe alta e ficará em prisão domiciliar temporária

Política

27 de março de 2026

Bolsonaro recebe alta e ficará em prisão domiciliar temporária
Ex-presidente está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal desde o dia 15 de janeiro
Foto: REUTERS/Mateus Bonomi

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar na manhã desta sexta-feira (27), após permanecer 14 dias internado no Hospital DF Star, em Brasília. Ele estava em tratamento de broncopneumonia.

Bolsonaro deixou a unidade por volta das 10h e seguiu para a residência da família, onde passa a cumprir prisão domiciliar. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com duração inicial de 90 dias.

De acordo com o médico cardiologista Brasil Caiado, o ex-presidente apresentou evolução considerada dentro do esperado nos últimos dias, com transição para medicação oral e condições clínicas estáveis para continuidade do tratamento em casa.

Segundo decisão judicial, Bolsonaro deverá utilizar tornozeleira eletrônica e terá uma série de restrições durante o período. Entre elas, está a proibição do uso de celular, redes sociais ou qualquer outro meio de comunicação, além da limitação de visitas.

Familiares diretos, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, têm acesso liberado à residência. Já os filhos, como o senador Flávio Bolsonaro, poderão realizar visitas em dias e horários previamente determinados.

Advogados estão autorizados a realizar atendimentos diários, mediante agendamento, enquanto profissionais de saúde poderão acompanhar o ex-presidente durante o período de recuperação, incluindo sessões de fisioterapia.

A decisão também estabelece monitoramento reforçado da área externa da residência e proíbe qualquer tipo de aglomeração nas proximidades do imóvel.

Internações de urgência estão autorizadas, desde que comunicadas à Justiça em até 24 horas.

Bolsonaro foi internado no dia 13 de março, após apresentar sintomas como febre e mal-estar. Esta foi a sétima internação do ex-presidente desde agosto de 2025.

Condenado a mais de 27 anos de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado, ele cumpria pena em unidade vinculada à Polícia Federal antes da autorização para cumprir a medida em casa por questões de saúde.