CEO e ex-sócio do Grupo Fictor, que tentou comprar o Banco Master, são alvos de operação da Polícia Federal contra fraudes na Caixa
25 de março de 2026
O sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor, Rafael de Gois, é um dos alvos da Operação Fallax, deflagrada pela PF (Polícia Federal) na manhã desta quarta-feira (25) em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Bahia.
A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao executivo na capital paulista. O ex-sócio do Grupo Fictor Luiz Rubini também foi alvo de buscas em São Paulo.
A Operação Fallax tem o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, além de crimes de estelionato e lavagem de dinheiro, que movimentou mais de R$ 500 milhões. Além do grupo Fictor, o Comando Vermelho também usava o mesmo esquema de lavagem de dinheiro e foi alvo da operação.
Ao todo, a PF cumpriu 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo. Treze pessoas foram presas.
A investigação iniciou em 2024, quando foram identificados indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas. O grupo criminoso atuava por meio da cooptação de funcionários da Caixa e de outras instituições financeiras e da utilização de empresas para a movimentação de valores e para a ocultação de recursos ilícitos.
Banco Master
Em 17 de novembro do ano passado, o Fictor anunciou a compra do Banco Master, envolvendo investidores árabes e um aporte de R$ 3 bilhões, poucas horas antes de o Banco Central comunicar a liquidação extrajudicial da instituição financeira de Daniel Vorcaro.
Após a liquidação do banco, a Fictor enfrentou uma crise reputacional, resultando em resgates de cerca de R$ 2 bilhões por investidores, o que levou ao pedido de recuperação judicial das empresas Fictor Holding e Fictor Invest, pertencentes ao grupo.
Fonte: Redação O Sul